JUSTIÇA # 1

Por Mário César
Data: 1 dezembro, 2007


Título: JUSTIÇA # 1 (Panini
Comics
) – Minissérie em 12 edições

Autores: Alex Ross e Jim Krueger (argumento), Jim Krueger (roteiro), Doug Braithwaite e Alex Ross (arte).

Preço: R$ 4,90

Número de páginas: 40

Data de lançamento: Março de 2007

Sinopse: Várias metrópoles ao redor do globo sofrem violentos ataques simultaneamente. A escala é tão grande que nem a própria Liga da Justiça consegue impedir que uma grande catástrofe aconteça.

E se os maiores super-heróis da Terra não são capazes de salvar o planeta da extinção, quem será?

Positivo/Negativo: Todo trabalho com a assinatura de Alex Ross é cercado de muita expectativa. Afinal, ele é co-autor de algumas das melhores histórias do gênero de super-heróis como Marvels e Reino do Amanhã. Além disso, Justiça mal acabou de ser publicada nos Estados Unidos – a última edição está programada para junho deste ano – e já vem sendo alardeada como uma das maiores aventuras da Liga da Justiça já feitas.

E o trio Ross-Krueger-Braithwaite não decepciona. Logo na seqüência de abertura, colocam a Liga da Justiça enfrentando uma ameaça tão grande que nem os maiores heróis da Terra são capazes de detê-la. Paralelamente, um narrador misterioso questiona a dependência da humanidade de heróis que nem mesmo sejam humanos.

Algumas boas sacadas enriquecem a catastrófica passagem e mostram o domínio da equipe criativa sobre os personagens. O Super-Homem, por exemplo, não consegue salvar um homem caindo em chamas de um edifício e se questiona como falhou. Afinal, ele nunca falhara antes. A Mulher Maravilha faz um esforço tão descomunal que seu corpo começa a rachar, lembrando que ela fora forjada do barro. É o tipo de detalhe que serve tanto para apresentar os personagens aos novos leitores quanto para fazer a alegria dos fãs de longa data.

Na arte, Braithwaite segue a linha dos desenhos ultra-realistas repletos de detalhes. Seu trabalho é ligeiramente inferior ao de Ross – por conta de algumas poses e feições um pouco duras -, mas dá conta do recado com muita competência e é valorizado pelas cores irretocáveis de Alex Ross.

A edição da Panini está bem cuidada, acompanhando os esboços de Ross de alguns personagens e de um pequeno texto sobre cada um deles.

A premissa da minissérie é boa, trabalhando a versão clássica e iconoclasta dos personagens, mas com uma dose maior de violência e uma narrativa mais contemporânea. Promete ser uma aventura e tanto.

Classificação:

4,0

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