Justice League Task Force # 0

Por Marcus Vinicius de Medeiros
Data: 15 março, 2013

Justice LeagueTask Force # 0Editora: DC Comics – Revista mensal

Autores: Mark Waid (roteiro), Sal Velluto (desenhos), Jeff Albrecth (arte-final) e Dave Grafe (cores).

Preço: US$ 1,50

Número de páginas: 32

Data de lançamento: Outubro de 1994

Sinopse

Após os eventos devastadores da saga Zero Hora, o Caçador de Marte decide reagrupar a Força Tarefa Liga da Justiça, com a nova geração de astros do Universo DC: Triunfo, Despero, Ray e Cigana.

Positivo/Negativo

Uma fase da Liga da Justiça que os fãs preferem esquecer é a dos anos entre o término da abordagem cômica, por Keith Giffen e J.M. DeMatteis, lançada após o crossover Lendas, na década de 1980, e o início da reformulação bombástica empreendida por Grant Morrison, dez anos depois.

De fato, esses “anos intermediários” da maior superequipe dos quadrinhos foram marcados por personagens sem apelo e conceitos pouco imaginativos, em diversas revistas mensais que falhavam na tarefa de cativar o público.

Justice League Task Force (Força Tarefa Liga da Justiça) foi um desdobramento da franquia que até contou com bons roteiristas, mas nunca encontrou o caminho nos 38 números de sua existência. Esta edição “zero”, que redirecionou o título após a saga Zero Hora, prova que a equipe estava mesmo em maus lençóis.

Quando a DC Comics decidiu criar mais uma série para a Liga da Justiça, a opção foi pelo grupo com formação rotativa de heróis e missões especiais a serviço da ONU. Colaboraram escritores como David Michelinie e Peter David, mas a Força Tarefa passou por uma grande mudança poucos meses depois da estreia.

Com texto de Mark Waid e ilustrações de Sal Velluto, Justice League Task Force # 0 foi marcada pela nova formação do grupo, que seria uma forma de treinamento em ação para jovens heróis, sob o comando do Caçador de Marte. A ideia tem seu mérito, e reunir as novas faces da editora poderia render boas histórias, mas personagens como Triunfo e Cigana nunca mostraram carisma para sustentar uma equipe, e faltou mesmo um direcionamento seguro às aventuras da jovem Liga.

Mark Waid até construiu conflitos válidos para a Força Tarefa, tendo em Triunfo o herói esquecido que ajudou a reunir a formação original da Liga, uma década atrás. Além disso, a experiente Cigana sofria com a presença de Despero – vilão que assassinou seus pais, ainda que controlado pelo robótico L-Ron.

Ou seja, potencial até que existia, mas tudo se perdeu em meio à trama interminável envolvendo o imortal Vandal Savage e ameaças genéricas. Pra piorar, Waid logo deixou o título, sendo substituído pelo pouco inspirado Priest. Os únicos pontos positivos da revista foram uma paródia de Drácula e as participações especiais de Detonador, Impulso e Guerreiro.

Essa fase pós-Zero Hora da Liga da Justiça nunca foi publicada no Brasil, algo que deve ter revoltado os fãs na época do formatinho, pela Editora Abril. Contudo, é fato que essas histórias eram fracas e sem personalidade, e foi justo descartá-las em prol de material mais digno, como Shazam! e Superboy.

Os integrantes da Força Tarefa Liga da Justiça tiveram seu último suspiro em conjunto durante o arco de histórias Crisis Times Five, da LJA de Grant Morrison, quando Triunfo se revelou um traidor.

O visual de jaquetas futuristas, marca registrada da Força Tarefa, definitivamente não deixa saudades. E resiste na memória como o que não se fazer com a Liga da Justiça.

Classificação

2,0

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