Justiceiro Max – Rei do Crime

Por Rodrigo Galhano
Data: 9 maio, 2014

Justiceiro Max – Rei do CrimeEditora: Panini Comics – Edição especial

Autores: Jason Aaron (roteiro), Steve Dillon (arte) e Matt Hollingsworth (cores) – Originalmente em Punisher Max # 1 a # 5.

Preço: R$22,90

Data de lançamento: Fevereiro de 2014

Sinopse

Os chefes das maiores famílias mafiosas de Nova York se unem para traçar um plano para matar o Justiceiro. Eles montam uma armadilha para Castle usando um subordinado qualquer chamado Wilson Fisk para se passar por um imaginário “Rei do Crime”.

Com a emboscada armada, cabe aos mafiosos simplesmente aguardar o Justiceiro morder a isca.

Positivo/Negativo

Quando se fala no Justiceiro da linha Max logo se pensa no trabalho do escritor Garth Ennis (Preacher). Mas o roteirista Jason Aaron (Escalpo) não deixa por menos e entrega uma trama excelente, na qual o anti-herói é praticamente um coadjuvante de luxo do verdadeiro protagonista da HQ, Wilson Fisk.

Diferentemente do Universo Marvel tradicional, Fisk ainda não é o Rei do Crime, mas um mero capanga de mafiosos que estão desesperados para se livrar de Frank Castle, que vem exterminando-os e atrapalhando os seus negócios há anos.

Aaron criou uma trama bem amarrada, que conta como Fisk ascendeu de um simples ladrão de cargas ao lendário Rei do Crime. Além disso, o autor desenvolveu muito bem o passado do vilão, explicando como ele se tornou um homem frio, violento e calculista, tornando-o mais humano e fazendo o leitor, por incrível que pareça, criar alguma empatia pelo antagonista.

Esta é excelente opção para quem quer ver algo novo nas histórias do Justiceiro, sem deixar de lado a qualidade dos roteiros e a habitual violência exagerada. No fim do arco, fica um gancho para uma continuação da trama, com o surgimento de um novo/antigo vilão da Cozinha do Inferno.

Agora é torcer para que a Panini prossiga com as histórias escritas por Aaron, que totalizam 22 volumes e mais um especial de Natal.

Classificação

4,0

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.

  • Cristiano Cruz

    Sempre mais do mesmo? Prefiro material novo. Está de parabéns Panini!