LEO PULP – DETETIVE PARTICULAR # 1

Por Tiago Pavinato Klein
Data: 1 dezembro, 2010

LEO PULP - DETETIVE PARTICULAR # 1

Editora: Mythos Editora – Minissérie em duas edições

Autores: O sumiço de Amanda Cross (Leo Pulp # 1, 2001) – Cláudio Nizzi (roteiro) e Massimo Bonfatti (arte);

Os crimes de Sunset Boulevard (Leo Pulp # 2, 2005) – Cláudio Nizzi (roteiro) e Massimo Bonfatti (arte).

Preço: R$ 19,90

Número de páginas: 144

Data de lançamento: Janeiro de 2010

 

Sinopse

O sumiço de Amanda Cross – Leo Pulp investiga o desaparecimento de um aspirante a escritor, envolvendo-se com grupos mafiosos e o universo do cinema.

Os crimes de Sunset Boulevard – A noiva de um ingênuo lenhador de Oregon é raptada, e Leo Pulp é chamado para descobrir se o caso está relacionado a algo maior – uma série de seis sequestros de aspirantes a atriz.

Positivo/Negativo

Eis um lançamento inesperado para os fãs da Sergio Bonelli Editore. Há alguns anos, apenas as quatro séries que “vingaram” pela MythosTex, Zagor, J. Kendall e Mágico Vento – frequentam as bancas. Leo Pulp é uma boa novidade da editora italiana.

O personagem é um detetive particular, que, de início, lembra bastante o brasileiríssimo Ed Mort: um escritório pequeno tomado de moscas, revistas velhas, casos aparentemente secundários… As histórias seguem uma linha noir e de humor, e o protagonista é durão, cínico e irônico.

Na Itália, foram publicados três álbuns, em 2001, 2005 e 2007, que a Mythos reuniu aqui em duas edições. Esta primeira tem uma história completa e a metade da segunda.

A série brinca bastante com o cinema noir, literatura pulp e várias faces da cultura norte-americana. A maioria dos personagens baseia-se em atrizes (Gilda Hayworth, Gerta Gabor, Lorna Turner…), personagens (Nick Tracy, Dom Vito Garbone), celebridades (Frank Ginatra, Dashiell Chandler, este último misturando Dashiell Hammett e Raymond Chandler, escritores que fizeram carreira nesse estilo) e por aí afora. A cada página é preciso ir descobrindo as referências apresentadas pelos autores.

O roteiro é de Cláudio Nizzi, conhecido por aqui por Nick Raider e Tex, e traz diversos elementos da mitologia cinematográfica hollywoodiana – cada história apresenta reviravoltas, prendendo a atenção, divertindo e brincando com diversos clichês do gênero policial.

A arte de Massimo Bonfatti, em estilo mais cartunesco, é riquíssima em detalhes. Cada quadrinho merece uma olhada especial, na busca de tudo o que ali aparece. No site do desenhista, pode-se acompanhar mais do seu trabalho e também do personagem, já que são listadas as edições internacionais de Leo Pulp.

Este material é uma boa aposta da Mythos, apesar do preço salgado para um gibi em formatinho (cinco reais a menos do que Tex em cores, que segue o formato italiano, papel melhor e 100 páginas a mais).

Isso pode afastar um pouco os leitores desta aventura bonelliana. Apesar disso, fica a torcida para que a resposta das bancas seja boa e a Mythos traga para o Brasil mais novidades da editora italiana.

Afinal, basta uma breve passada pelo site da Sergio Bonelli Editore para ver que muita coisa bacana que está sendo produzida por lá poderia aportar por aqui.

Classificação:

4,0

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