LIGA DA JUSTIÇA # 52

Por Eduardo Nasi
Data: 1 dezembro, 2007


Título: LIGA DA JUSTIÇA # 52 (Panini
Comics
) – Revista mensal

Autores: A Inveja é a chave – Bob Harras (roteiro), Tom Derenick (desenhos) e Dan Green (arte-final);

Meus heróis – Geoff Johns (roteiro), Dale Eaglesham (desenhos) e Art Thibert (arte-final);

Uma vida perfeita – Geoff Johns (roteiro), Carlos Pacheco (desenhos) e Jesús Merino (arte-final);

Morte negra – Joey Cavalieri (roteiro), Val Semeiks, Joe Cooper (desenhos) e Livesay e Grew Geraci (arte-final).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Março de 2007

Sinopse: A inveja é a chave – O Corvo Manitu reaparece para salvar Aurora. E Batman e Arqueiro Verde entram em desacordo mais uma vez a respeito do fim da Liga.

Meus heróis – Stargirl e Faixa tentam salvar Liberty Belle enquanto revêem suas origens.

Uma vida perfeita – Mongul traz para a Terra uma plantação da flor Clemência Negra, que faz seus hospedeiros sonharem com mundos idílicos. Hal Jordan e Oliver Queen precisam impedi-lo.

Morte negra – Flash acaba com a seita de Vandal Savage.

Positivo/Negativo: Há alguns meses, a minissérie Crise Infinita tem castigado um pouco a revista da LJA. Personagens como Flash e a própria Liga ganharam arcos que são verdadeiros tapa-buracos e servem como transição até o novo início do Universo DC.

As histórias chegam a ter informações desencontradas. Por exemplo: na edição anterior, na história da Liga, o Arqueiro Verde comenta que tem achado Flash um tanto quanto perturbado. Em sua própria revista, porém, o Corredor Escarlate, agora pai de família, parece bem como poucas vezes esteve. São picuinhas, coisas que o leitor aprendeu a perdoar em momentos de maxisséries, quando dezenas de títulos se correspondem e se complementam para contar uma grande trama. Mas existem.

Também é importante perceber que a maior parte dessas aventuras, mesmo quando relacionadas, não acrescentam em nada. E por mais bacana que seja a história de Stargirl nesta edição, chega a ser irônico que ela more numa cidade não-afetada pela Crise Infinita.

É curioso que, 20 anos depois de Crise nas Infinitas Terras, as editoras ainda não tenham criado um método para amenizar as incongruências e fortalecer a importância dos tie-ins. E hoje, passado tanto tempo, tie-ins irrelevantes e inconsistências narrativas viraram lugar-comum em época de grandes eventos.

Neste número de Liga da Justiça, salvam-se as histórias da Sociedade da Justiça e do Lanterna Verde.

Na SJA, funciona porque Johns usa a Crise Infinita apenas como cenário para contar uma trama interessante (e que cairia bem em qualquer outro momento cronológico do título).

E Lanterna Verde tem uma relação muito sutil com a saga, ao mesmo tempo em que evoca a clássica Para o Homem que Tem Tudo, HQ do Superman escrita por Alan Moore, e traz de volta as flores Clemência Negra.

Curiosamente, as duas foram escritas por Johns, o roteirista da Crise Infinita.

Classificação:

4,0

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