LIGA DA JUSTIÇA – THE NAIL – O PREGO

Por Marcelo Naranjo
Data: 1 dezembro, 2001

Liga da Justiça - The Nail - O PregoTítulo: LIGA DA JUSTIÇA – THE NAIL – O PREGO (Mythos Editora) – Minissérie em 3 edições

Autores: Alan Davis (roteiro e desenhos) e Mark Farmer (arte-final).

Preço: R$ 5,50

Data de lançamento: Dezembro de 2002

Sinopse: Jonathan e Martha Kent pretendem ir de sua fazenda à cidade. No entanto, o pneu da caminhonete está furado, devido a um prego. Eles desistem do passeio. Do céu, um meteoro cai.

Vários anos depois, em Metrópolis, Lex Luthor é reeleito prefeito da cidade. Sua plataforma principal é que todos têm o direito de viver em liberdade, livres da ameaça dos meta-humanos, sejam eles heróis ou vilões.

Metrópolis não conta com nenhum supercampeão. Perry White apresenta um programa abordando a ameaça desses seres. Jimmy Olsen é Secretário Municipal, e apóia Luthor. Oliver Queen acredita que os meta-humanos são invasores alienígenas.

Em meio a essa crise, a Liga da Justiça, composta de Batman, Mulher-Maravilha, Mulher-Gavião, Lanterna Verde, Aquaman, Flash, Eléktron e o Caçador de Marte, entra numa grande discussão, sobre como devem proceder.

O Lanterna convida Lois Lane para ser assessora de imprensa da equipe, mas Batman não concorda com a necessidade disso.

Nesse meio tempo, Os Renegados estão à procura de Metamorfo, e a Patrulha do Destino é violentamente atacada.

Batman recebe um chamado urgente para deter uma rebelião no Asilo Arkham, e a reunião da Liga termina. Enquanto os membros decidem o que fazer, o Lanterna descobre um estranho campo de força ao redor do planeta Terra.

Batman chega ao Arkham, e descobre que o Coringa está munido de poderes extraordinários. O que acontece a seguir pode comprometer de vez todos os meta-humanos.

Positivo/Negativo: Finalmente, essa ótima edição da série Túnel do Tempo, há muito esperada, e estranhamente preterida pela Editora Abril, chega às bancas brasileiras.

Alan Davis apresenta uma visão do que seria o futuro dos heróis DC, sem a presença do Super-Homem, tudo por culpa de um prego, que fez com que ele não fosse encontrado, quando de sua chegada à Terra, pelo casal Kent.

O poema que consta na contra-capa, em livre adaptação, é o pano de fundo para essa ótima aventura.

“Por falta de um prego, perdeu-se uma ferradura.

Por falta de uma ferradura, perdeu-se um cavalo.

Por falta de um cavalo, perdeu-se um cavaleiro.

Por falta de um cavaleiro, perdeu-se uma batalha.

E assim um reino foi perdido.

Tudo por falta de um prego.”


A arte de Davis está em seu melhor momento, limpa e agradável de acompanhar, e todos heróis e vilões estão muito bem caracterizados. A capa também é caprichada.

Curiosamente, na tradução, Pequenópolis passa a ser chamada de Smallville, enquanto Ajax, o Caçador de Marte, torna-se J’onn J’onzz. Essa última é uma boa adaptação. Afinal, o marciano tinha nome de sabão-em-pó.

Mas trocar Pequenópolis por Smallville, talvez pelo sucesso da série televisiva homônima, deve deixar um certo sabor amargo no coração dos leitores mais antigos. Os quais, pelo menos boa parte, ainda estão inconformados por “Super-Homem” ter virado definitivamente “Superman”.

Essa minissérie é leitura obrigatória para os fãs dos Super-Heróis e, em especial, do panteão DC, numa bela edição da Mythos, com ótimo papel, cores e tradução caprichadas. Vale a pena conferir.

Classificação:

4,0

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