LULUZINHA # 1

Por Marcus Ramone
Data: 1 dezembro, 2011

LULUZINHA # 1

Editora: Pixel Media – Revista mensal

Autores: John Stanley (roteiros) e Irving Tripp (desenhos).

Preço: R$ 3,10

Número de páginas: 48

Data de lançamento: Abril de 2011

 

Sinopse

Sete HQs e uma tira estreladas por Luluzinha, Bolinha e sua turma.

Positivo/Negativo

Desde que a Editora Abril descontinuou os gibis Luluzinha e Bolinha, em meados dos anos 1990, os fãs brasileiros dos personagens passaram a vê-los apenas esporadicamente, nos álbuns em preto e branco que a Devir começou a lançar na década seguinte e que traziam republicações de aventuras clássicas.

LULUZINHA # 1

Graças à Pixel Media, as criações de Marjorie “Marge” Henderson Buell estão de volta nos gibis mensais em formatinho e coloridos – do mesmo jeito que chegavam às bancas nas décadas de 1970 a 1990, divertindo e marcando a infância de milhares de leitores.

Se as novas gerações vão gostar da menina esperta e seu amigo comilão, só o tempo dirá. Mas a verdade é que, a julgar pelas reações de quadrinhófilos veteranos na internet, propagadas antes e depois desta edição sair do forno, ao menos a “velha guarda” está comemorando o lançamento de Luluzinha.

A seleção das HQs de estreia do gibi foi bastante feliz.

À exceção da tradicional história da Pobre Menininha com as bruxas Alcéia e Meméia (nomes ainda grafados com os acentos que, de acordo com as novas regras gramaticais da Língua Portuguesa, não deveriam mais existir nesses casos), todas as aventuras envolvem os personagens do bairro da Lulu naquelas situações cotidianas que haviam deixado saudades: conflitos com a Turma da Zona Norte, disputas de esperteza entre meninos e meninas, gulodices, traquinagens e muitas outras.

E pensar que personagens como Glória, Plínio, Dona Marocas e vários outros coadjuvantes inesquecíveis ainda nem “estrearam”…

As HQs O resgate, A coisa e O lava-rápido canino são os destaques da edição.

O que ficou estranho no cabeçalho de cada história foi a chamada fixa “Marge’s Luluzinha”, uma mistura de inglês (por causa do apóstrofo indicativo de posse) com português – imagine a frase “Walt Disney’s Pato Donald” nas chamadas das HQs da turma de Patópolis e entenda a esquisitice.

A revista trouxe de brinde um almanaque em formato magazine, com várias páginas de passatempos, atividades e as biografias dos personagens – incluindo os que não aparecem nesta edição do gibi -, apresentadas pelas versões jovens de Luluzinha e Bolinha (que também são publicadas mensalmente pela Pixel).

Os leitores veteranos podem até torcer o nariz para essa mistura das duas versões na revista, principalmente pelo fato de que, em seu universo teen, os personagens são visual e conceitualmente muito diferentes dos originais e continuam incomodando os fãs conservadores.

Mas é preciso reconhecer que a estratégia editorial foi importante para apresentar a turma clássica às novas gerações.

Bem-vinda de volta, Lulu.

Classificação:

4,0

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