MACACO ALBINO # 1

Por Zé Oliboni
Data: 8 setembro, 2009


Autores: Leandro Robles (roteiro e arte), Beto Uechi (arte capa interna 1 e páginas 32 e 33), Pedro Sotto (arte página 2), Leo Gibran (arte páginas 7 e 12), Daniel Bueno (arte páginas 8 e 11), Spacca (arte página 57), Tomo Maeichioka (arte página 58) e Gil Tókio (arte capa interna 2).

Preço: R$ 3,00.

Número de páginas: 64

Data de lançamento: Dezembro de 2008

Sinopse: Coletâneas de tiras e histórias de humor do personagem Macaco Albino.

Positivo/Negativo: Macaco Albino é a primeira publicação independente de Leandro Robles. Este ilustrador e quadrinhista já é bem conhecido pelo seu trabalho Escola de Animais, publicado no suplemento infantil da Folha de S.Paulo.

Mas Macaco Albino é algo diferente do seu trabalho tradicional. De cara, se vê um desenho mais ágil, com uma estética rascunhada, na qual, às vezes propositalmente, se deixa algumas linhas de construção, não se trabalha com um contorno tão firme. Algo que combina bem com as piadas feitas para o personagem.

No geral, são jogos rápidos de palavras, brincando com o significado das coisas, às vezes cai um pouco no humor nonsense e em piadas mais inocentes.

Não espere nada genial, um humor cult e requintado, pois esta não é a proposta da revista. Mas, sem dúvida alguma, é possível dar boas risadas. O segredo é que, na verdade, este é um trabalho bem pessoal de Robles, com coisas que o divertem. Não é forçado ou muito planejado; e é perceptível o quanto tudo isso é natural para ele e torna as piadas de fácil identificação.

A única história que destoa um pouco é a última, na qual o Macaco é mostrado como um esquizofrênico que conversa com uma arma que esconde na gaveta. O texto é interessante e bem trabalhado (como a HQ de abertura). Contudo, é um tanto mórbido e não combina com a leveza do restante da edição.

Mas algo que Robles precisa trabalhar mais é o aproveitamento do espaço das páginas. As tiras dessa edição foram remontadas de forma a caber no formato pensado e até funcionou. Mas, para as próximas publicações, o autor poderia trabalhar melhor o espaço para criar suas tiras.

Robles tem uma arte excelente, um texto bacana, só falta aquele diferencial que acrescenta tanto nos trabalhos de artistas como Liniers, Marcelo Campos e Laerte. Pensar a tira e as histórias não só como uma sequência de quadros, mas como um espaço a ser trabalhado.

No geral, Macaco Albino é uma das melhores publicações independentes de 2008 e vale a pena conferir, pelo trabalho de Robles e pelas diversas ilustrações dos convidados que ajudam a enriquecer o visual da revista.

 

Classificação:

4,0

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