MÁGICO VENTO # 3

Por Marcelo Naranjo
Data: 1 dezembro, 2001

Mágico Vento #3Título: MÁGICO VENTO # 3 (Mythos Editora) – Revista mensal

Autores: Gianfranco Manfredi (roteiro) e José Ortiz (arte).

Preço: R$ 4,90

Data de lançamento: Setembro de 2002

Sinopse: Poe, o jornalista que virou grande amigo de Mágico Vento, assiste a uma cerimônia de comunhão dos índios com deuses, e fica impressionando, considerando aquilo como tortura.

Ele decide que chegou a hora de voltar para Chicago, e provar para todos que Howard Hogan é um criminoso, como visto em Mágico Vento # 1.

Ned (Mágico Vento) prepara uma pequena bolsa medicinal para Poe (e explica que, para os índios, medicina é sinônimo de magia), e diz que, estando com esse artefato, seria como se eles estivessem juntos.

Chegando em Chicago, Poe procura seu amigo Henry Hatwell, também jornalista, a quem conta tudo.

Henry parte atrás de uma mulher, Lady Caridade, líder de uma associação secreta, chamada de A Gazeta Negra, da qual ele é integrante, que procura informações sobre pessoas ricas e inescrupulosas.

Na verdade, essa organização é uma fachada, e Howard Hogan está por trás dela. Lady Caridade convida Poe para ficar em sua residência por um tempo, mas é tudo uma armadilha para descobrir tudo que o jornalista sabe, antes de matá-lo.

Durante estes acontecimentos, Mágico Vento percebeu que algo estava para acontecer com seu amigo, e partiu em seu socorro. Quando chega em Chigago, encontra Henry Hatwell assassinado. E a policia local pensa que ele é o culpado.

Enquanto isso, Poe descobre a farsa e tenta fugir, mas é impedido e trancafiado num barco. Mágico Vento está chegando em seu socorro.

Positivo/Negativo: Mágico Vento é, no momento, o melhor título Bonelli em bancas.

Nesta edição, no texto introdutório da seção Blizzard Gazette – Notícias da Fronteira, uma justa homenagem aos intrépidos jornalistas que ajudaram a fazer a história do velho oeste americano.

E é justamente a ingrata tarefa de um jornalista contra os “poderosos” que a trama aborda (com os ótimos desenhos de José Ortiz), mas sem soluções fáceis ou finais felizes.

Uma aventura inusitada, que tem início com rituais indígenas, e termina numa violenta luta num barco, passando por tramóias, visões, assassinatos e muito mais.

Agora, alguns problemas na edição: na página 27 consta que “Poe parece ter eavaporado”, com um “a” fora de lugar.

Eventualmente, tem acontecido nos balões de textos dos quadrinhos Bonelli da Mythos de palavras virem sem a devida separação, como, por exemplo, na página 20, na qual aparece um “sobreo dramalhão”.

E o que fica difícil de entender é o fato da revista ser menor na altura do que os dois números anteriores. Se alguém pretende colocar na prateleira, vai ficar um tanto estranho!

Classificação:

4,0

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