MÁGICO VENTO # 64

Por Toni Rodrigues
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: Gianfranco Manfredi (texto) e Darko Perovic (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Outubro de 2007

Sinopse: Os Lobos Azuis – No passado, havia entre os pawnee uma tribo sanguinária que atribuía toda a sua força aos sacrifícios humanos que praticavam.

Eles eram conhecidos como Skidi, palavra que significa “lobo” na língua pawnee, e que define bem o seu comportamento: andavam em bando e massacravam quem fosse mais fraco do que eles.

Depois de muito tempo sem dar sinais de vida, os Skidi estão de volta, matando e deixando seu sinal característico: duas penas de corvo cruzadas sobre o cadáver de suas vítimas.

E quando um pawnee amigo de Mágico Vento é acusado por um crime cometido pelo bando, o xamã dos sioux decide intervir.

Positivo/Negativo: Depois de uma história não muito boa no número anterior, Manfredi recupera a boa forma com esta pequena pérola sobre uma tribo obscura e sedenta de sangue que realmente existiu entre os indígenas norte-americanos.

Embora o uso de sacrifícios humanos fosse relativamente comum entre os nativo-americanos da América Central e do Sul, desde as nações mais evoluídas como os astecas, maias e incas até aos mais primitivos povos Tapuias no Brasil, eles eram bastante raros entre os índios dos Estados Unidos.

Mais uma vez, por meio de uma pesquisa meticulosa Manfredi arranja um ótimo cenário para contar uma boa história a partir de uma situação clichê, quando um crime é cometido e alguém é injustamente acusado.

O desenrolar da trama, porém, serve para mostrar os conflitos de sentimentos entre os índios: aqueles que preferiam ser boas ovelhas e os que tinham sangue de lobos.

O desenhista sérvio Darko Perovic é bastante conhecido entre os europeus por seu trabalho nos quadrinhos espanhóis, nos quais colabora freqüentemente com Sanchez Abuli, autor do genial Torpedo, entre outros. Esta é sua estréia em Mágico Vento e ele fez um belo trabalho, pois a trama é conduzida com elegância e arte ótima.

Classificação:

4,0

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