MARTIN MYSTÈRE # 21

Por Rodrigo Emanoel Fernandes
Data: 1 dezembro, 2004


Título: MARTIN MYSTÈRE # 21 (Mythos Editora) – Revista mensal

Autores: Alfredo Castelli (roteiro) e Gaetano & Gaspare Cassaro e Angelo Maria Ricci (desenhos).

Preço: R$ 5,50

Número de páginas: 88

Data de lançamento: Abril de 2004

Sinopse: Mistério na Sardenha – Final – Depois de se salvar milagrosamente do Scultone, Mystère descobre o segredo oculto nos abismos sombrios da Sardenha, ponto de partida para toda uma seqüência de aventuras.

Rapa Nui – Um homem misterioso, apelidado pelos militares de Robinson, é encontrado no mar em 1942 e, durante 40 anos, revela-se tanto um gênio da informática em desenvolvimento quanto à chave para desvendar os mistérios da Ilha da Páscoa.

Positivo/Negativo: A Mythos prossegue, firme e forte, em sua intenção de publicar em seqüência todo o arco da Guerra Senza Tempo, uma das mais importantes aventuras do Detetive do Impossível.

Se o desfecho de Mistério na Sardenha revelou-se apenas mediano, servindo apenas como uma introdução para o tema da Grande Madre, o início de Rapa Nui, ao contrário, foi um dos prólogos mais interessantes já publicados pela editora, fazendo lembrar das clássicas primeiras aventuras de Martin Mystère, publicadas no Brasil pela Globo.

Como de hábito, Castelli mescla de maneira inusitada temas que, aparentemente, não têm a menor relação entre si e surpreende o leitor com soluções inventivas e inesperadas, de forma muito semelhante às tramas que Chris Carter, muitos anos depois, usaria em sua série televisiva Arquivo X.

Neste episódio, um resumo da enigmática história de Kaspar Hauser (já narrada em filme) serve de prólogo para uma trama que faria inveja ao velho Fox Mulder, na qual a existência de um homem sem memória, mantido prisioneiro por 40 anos pelo exército americano, acaba se tornando a chave para solucionar os mistérios da lendária Ilha de Páscoa.

O episódio retoma a mitologia de Atlântida e Mu, presente desde os primeiros números da série, e começa a esclarecer melhor como teria ocorrido a guerra que destruiu essas duas civilizações, mais avançadas do que a nossa é hoje, num passado longínquo. Essa temática é a própria espinha dorsal da série, o que torna as aventuras desse arco particularmente importantes para o desenvolvimento do universo do personagem.

Como de praxe, a Mythos nem sequer se deu ao trabalho de introduzir algumas notas explicativas para situar os leitores novos nessa trama rocambolesca que, direta ou indiretamente, faz referência a várias aventuras antigas, particularmente Os Homens de Negro (primeiro episódio da série na Itália), A Vingança de Rá, Operação Arca, A Estirpe Maldita, A Cidade das Sombras Diáfanas e outras.

Mas a idéia de publicar o arco em seqüência foi muito pertinente e um verdadeiro presente para os fãs antigos, que acompanham o bom e velho tio Martin desde que estreou no Brasil e não viam a hora de ver solucionado o mistério da “Guerra Permanente”. As próximas edições prometem ser empolgantes.

Classificação:

4,0

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