MARTIN MYSTÈRE # 36

Por Rodrigo Emanoel Fernandes
Data: 1 dezembro, 2005


Título: MARTIN MYSTÈRE # 36 (Mythos
Editora
) – Revista mensal
Autores: Alfredo Castelli (roteiro) e Gaetano e Gaspare Cassaro (desenhos).

Preço: R$ 6,50

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Julho de 2005

Sinopse: O Monstro de Aço – Conclusão de A Fonte da Juventude (embora o episódio, nunca é demais lembrar, não tenha nada a ver com a Fonte da Juventude, como comentado na resenha da edição 34).

O mistério de Tetsu Wan Dai Ma é desvendado quando Martin Mystère e Sergej Orloff digladiam-se na forma de robôs gigantes, como nos velhos seriados japoneses, revivendo uma guerra lendária que destruiu as civilizações de Atlântida e Mu.

A Morte Branca – Martin, Java e Diana são raptados e mantidos em cativeiro em algum lugar na América do Sul, por motivos ainda completamente ignorados. Mas as coisas talvez não sejam o que parecem ser.

Positivo/Negativo: Com esta edição completam-se três anos de publicação de Martin Mystère pela Mythos, uma marca nada desprezível para um personagem cujas encarnações anteriores no Brasil não chegaram às duas dezenas e que sobrevive bravamente em meio à concorrência brutal dos coloridíssimos e onipresentes super-heróis. Prova de que, mesmo restrita, ainda persiste uma parcela de leitores de gosto sofisticado que apreciam as tramas inteligentes e atípicas do bom e velho tio Martin.

Pena que essa marca tenha sido atingida numa edição meio morna, com uma breve conclusão de uma aventura longa já desenvolvida nos números anteriores e nada mais do que um prólogo do episódio seguinte.

Até mesmo o texto comemorativo – que os outros dois títulos sobreviventes da safra que aportou em terras brasileiras junto com o Detetive do Impossível, Mágico Vento e Dylan Dog, tiveram – ficou para o próximo número. Felizmente, estes são senões menores que não tiram os méritos desse aniversário, ainda mais agora que outro título Bonelli sucumbiu às baixas vendas: Dampyr que, infelizmente, não passará do número 12.

Quanto às histórias do mês, ainda é cedo para qualquer análise sobre A Morte Branca, pois mal houve tempo de se esboçar seu plot. Já O Monstro de Aço, apesar dos desenhos não ajudarem muito (convencionais demais), surpreende de maneira charmosa ao invocar os antigos seriados japoneses sobre robôs gigantes, heróis espaciais e monstros.

A transformação de Martin Mystère num antigo robô de guerra da civilização perdida de Mu remete diretamente ao cultuado Ultraman; e a aparência dos andróides lembra os antigos seriados Robô Gigante e Goldar, o Vingador Espacial, reprisados à exaustão pela Rede Record na década de 1980.

Novamente Sergej Orloff parece morrer ao final da aventura. Seu retorno após os acontecimentos deste episódio já foi mostrado em O Livro de Toth, publicado no número 1 da série da Mythos e suas aparições subseqüentes foram: O Tesouro de Loch Ness (Martin Mystère Speciale 2, na Itália, e MM # 11 da Record) e, finalmente, A Morte Branca, nesta edição.

O professor Vincent Von Hansen tornou-se também um personagem recorrente e sua aparição seguinte foi em Mistério na Sardenha, publicado em MM # 20 e # 21 da Mythos.

Uma curiosidade: qual será a explicação que Castelli dará para a volta de Orloff em A Morte Branca depois de ele ter sido devorado vivo pelo monstro de Loch Ness no Speciale # 2? Tudo bem que vilão bom é aquele que sempre volta, mas…

 

Classificação:

4,0

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