MARTIN MYSTÈRE # 38

Por Rodrigo Emanoel Fernandes
Data: 1 dezembro, 2005


Título: MARTIN MYSTÈRE # 38 (Mythos
Editora
) – Revista mensal
Autores: Alfredo Castelli (roteiro), Gaetano e Gaspare Cassaro e Giancarlo Alessandrini (desenhos).

Preço: R$ 6,50

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Setembro de 2005

Sinopse: Aliança com o Inimigo – Conclusão de A Morte Branca . As potências mundiais estão em xeque, incapazes de resistir aos manipuladores do clima, enquanto Martin Mystère parte em busca de Sergej Orloff antes que seja tarde para salvar o planeta.

Fantasmas em Manhattan – Um inusitado pedido de ajuda leva Martin Mystère a revisitar um antigo caso de infestação de poltergeists, que pode estar ligado ao inventor de um revolucionário aparelho de TV.

Positivo/Negativo: Uma edição repleta de elementos interessantes e um passo significativo no ajuste da cronologia da série. O desfecho de A Morte Branca vem reforçar alguns comentários tecidos na resenha da edição anterior a respeito das insuspeitadas nuances na personalidade do eterno inimigo do Detetive do Impossível, Sergej Orloff.

De fato, essa é a última aparição do vilão antes das transformações que sofrerá nos episódios Agarthi (MM # 13, Record), A Seita dos Assassinos (MM # 18 e # 19, Mythos) e Roncisvalle (ainda inédito no Brasil). E última, claro, se desconsiderarmos a sofrível contribuição de Pier Francesco Prosperi à mitologia do vilão na catastrófica Retorno à Lilliput (MM # 11, Mythos).

Não por acaso, essa foi a primeira vez em que a história não terminou com o famoso clichê do inimigo sendo dado como morto apenas para reaparecer, firme e forte, numa aventura futura. Pena que o final tenha sido tão brusco, ainda mais após 210 páginas. Teria sido curioso acompanhar as despedidas dos dois adversários depois de sua inesperada aliança.

Esse atropelamento nos momentos derradeiros acabou prejudicando o episódio como um todo e os desenhos meramente funcionais dos irmãos Cassaro não contribuem muito para intensificar as soluções do roteiro. Ainda assim, é uma aventura eficiente, mas nada particularmente significativo.

Agora, deixando enfim Orloff descansando por um tempo, o episódio Fantasmas em Manhattan já começa interessante por várias razões. Pra começar, marca o retorno de Giancarlo Alessandrini, co-criador e capista oficial da série. Seu estilo bastante peculiar, no qual os elementos fantásticos despontam das cenas realistas de formas altamente surreais, dá um fôlego extra às maravilhosas “viagens” narrativas de Castelli, criando uma atmosfera inusitada que combina perfeitamente com a temática da HQ. Vide seqüências deliciosamente nonsense como as das paginas 63 a 75.

Como dois terços do episódio ficaram para o próximo mês, melhor tecer comentários a respeito da trama na próxima resenha. Por enquanto, vale dizer que a publicação de Fantasmas em Manhattan fecha os buracos na cronologia da série dos números 1 ao 67 italianos e alcança, enfim, a história mais adiantada publicada pela Record: Agarthi.

Em breve, toda a bagunça cronológica promovida tanto pela própria Mythos quanto pela extinta Record estará corrigida e a série ficará livre para avançar até as edições mais recentes da Itália.

Outro detalhe curioso é que Fantasmas em Manhattan era a última das cinco aventuras publicadas nos Estados Unidos pela Dark Horse, em 1999, e ainda inédita no Brasil. As outras – todas desenhadas por Alessandrini – foram: Os Homens de Negro (MM # 1, Globo e MM # 1, Record), A Espada do Rei Artur (MM # 3, Record), A Vingança de Rá (MM # 2 e # 3, Globo e MM # 1, Record) e O Segredo de Maria Madalena (MM # 6, Mythos). As aventuras saíram nas terras de Tio Sam como uma minissérie em seis edições sob o título de Martin Mystery. Mais detalhes na matéria especial que saiu no número 14 da Mythos.

 

Classificação:

4,0

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