MARVEL ACTION # 1

Por Mário César
Data: 1 dezembro, 2007

Título: MARVEL ACTION # 1 (Panini
Comics
) – Revista mensal

Autores: Cavaleiro da Lua – Charles Huston (roteiro), David Finch (desenhos), Danny Miki (arte-fina) e Frank D’Armata (cores);

Pantera Negra – Reginald Hudlin (roteiro), Scot Eaton (desenhos), Klaus Janson (arte-final) e Dean White (cores);

Demolidor – C.B. Cebulski (roteiro), Toga (arte) e Christina Strain (cores);

Demolidor – Ed Brubaker (roteiro), Michael Lark (desenhos) e Frank D’Armata (cores).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Janeiro de 2007

Sinopse: Cavaleiro da Lua – Enquanto outros super-heróis salvam o mundo de ameaças cósmicas, o Cavaleiro da Lua tenta voltar à ativa para proteger as ruas de Nova York do tráfico e do crime organizado.

Pantera Negra – T’Challa vai à Nova York para participar de uma Assembléia Geral da ONU e arranjar uma esposa.

O amor é cego – Elektra e a Viúva Negra lutam pelo amor do Demolidor.

Demolidor – Matt Murdock foi preso pelo FBI e jogado na mesma prisão onde se estão encarcerados seus piores inimigos. Enquanto isso, uma misteriosa figura passa a atuar com o uniforme do Demolidor e Foggy Nelson usa todos os meios legais possíveis para proteger seu amigo antes que o pior aconteça.

Positivo/Negativo: O Cavaleiro da Lua de Charles Huston e David Finch tem um começo interessante, mas acontece pouca coisa para uma edição de estréia. O roteirista ainda precisa mostrar realmente a que veio, além de apresentar melhor o personagem para os novos leitores.

Nos desenhos, Finch apresenta seu melhor trabalho até agora, especialmente nas cenas de impacto. Ele cumpre o feijão com arroz dos super-heróis com competência, mas não consegue sair da sombra de Marc Silvestri e Jim Lee. Ainda carece de personalidade própria.

O Pantera Negra é o ponto fraco da revista. A história não empolga e os desenhos muito menos. A participação de Luke Cage (fazendo bico como segurança de um rapper, apesar de ser um dos Vingadores) e a busca de T’Challa por uma esposa beiram ao ridículo. Os desenhos de Scot Eaton são inconsistentes e parecerem uma cópia mal-feita do trabalho de Brian Hitch.

O amor é cego, de Cebulski e Toga, é uma agradável surpresa, uma história divertida e despretensiosa. Infelizmente, ficou deslocada dentro mix da revista. Enquanto os outros três títulos de Marvel Action seguem uma linha focada no drama e na ação, este trabalho apresenta um humor leve e um traço fortemente influenciado pelos mangás e animês japoneses.

O melhor ficou reservado para o final. O Demolidor, agora nas mãos de Ed Brubaker e Michael Lark, mantém o altíssimo nível estabelecido por Brian Bendis e Alex Maleev.

A nova dupla criativa mantém muito da abordagem estabelecida por seus predecessores, e já mostra personalidade. A diferença mais clara está no ritmo. Bendis e Maleev concentravam força nos diálogos e em uma narrativa fragmentada, com poucas reviravoltas por edição.

Já Brubaker e Lark condensam um número muito maior de reviravoltas e mostram que não têm medo de se arriscar. Logo na primeira edição, estabelecem um novo mistério, exploram toda a tensão de Murdock estar na mesma prisão de seus principais inimigos e ainda colocam em risco a vida de um dos principais coadjuvantes do título.

Além do roteiro eletrizante, a arte é primorosa, com ótimas composições e um riquíssimo uso de preto e branco. As cores de Frank D’Armata são um pouco inferiores às que Lee Loughridge aplicava nos desenhos de Lark em Gotham City contra o Crime, mas dão conta do recado e criam o clima certo para cada cena.

Marvel Action substituiu a extinta revista Demolidor. O novo mix é basicamente o mesmo de sua predecessora, com exceção da saída do Justiceiro e da estréia do Cavaleiro da Lua.

Houve um pequeno aumento no preço, justificado pelo maior número de páginas da revista. O grande problema continua sendo os atrasos que assolam diversos títulos da Panini há meses. O primeiro número de Marvel Action, previsto para janeiro, só chegou às bancas em fevereiro.

Classificação:

4,0

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