MARVEL ACTION # 20

Por Zé Oliboni
Data: 8 setembro, 2009

Autores: Demolidor (Daredevil # 100) – Ed Brubaker (roteiro), Marko Djurdjevic, John Romita Sr. & Al Milgrom, Gene Colan, Bill Sienkiewicz, Alex Maleev, Lee Bermejo e Michael Lark & Stefano Gaudiano (arte);

Cavaleiro da Lua (Moon Knight Annual # 1) – Duane Swierczynski (roteiro) e Jefte Palo (desenhos);

Justiceiro – Diário de Guerra (Punisher War Journal # 10) – Matt Fraction (roteiro) e Ariel Olivetti (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Agosto de 2008

Sinopse: Demolidor– Matt Murdock está sob o efeito do gás do Senhor do Medo e, enquanto corre pela Cozinha do Inferno para encontrar Milla, tem uma série de alucinações com figuras do seu passado.

Justiceiro – Diário de Guerra – Frank foi preso pelo Monge do Ódio e ao seu resgate vieram G.W. Bridge e Stuart Clarke. Será que a organização do Monge é forte o bastante?

Cavaleiro da Lua – Um grupo de apoio para mulheres estupradas conversa sobre um estuprador em série detido pelo Cavaleiro da Lua.

Positivo/Negativo: Demolidor tem uma típica edição comemorativa: vários bons artistas, personagens clássicos (mesmo mortos), montada em formado de lembrança/sonho/alucinação. É algo quase comum nesse tipo de especial, mas não ficou piegas. Pelo contrário, teve ótimos momentos, como os diálogos com Elektra e o pai do Matt.

E todos os convidados para os desenhos são excelentes. Apesar das poucas páginas, são de tirar o fôlego. No final, a história não acrescenta quase nada, mas é comercialmente genial, pois o leitor sempre vai querer ler/ter esse time de artistas dando a sua visão do Demolidor em uma única história.

Na sequência, a edição anual do Cavaleiro da Lua surpreende pelo tema e pela forma como ele é tratado. Mostra um violento estuprador em série pela visão das suas vítimas. O herói é um mero coadjuvante, em um momento da história ele apareceu e espancou o cara. O que vem depois talvez seja o mais chocante: uma das vítimas revela que foi até o hospital onde o criminoso estava em estado crítico e o matou.

É uma trama sem nada de outro mundo, mas muito bem narrada. Uma estrutura competente, um clima interessante que soube conduzir um tema delicado. Não é uma história de super-herói, mas é uma boa HQ dramática.

Para fechar a revista, Justiceiro – Diário de Guerra. Matt Fraction parece que está tentando encontrar a medida de Castle, principalmente na questão da violência. É muito estranho fazer uma revista “limpa” do Justiceiro. Cenas como o momento em que Frank mata o Monge do Ódio não serem mostradas, vão deixando o personagem “certinho” demais.

Afinal, ele matou ou não o Monge do Ódio? Não teve disparo? A tendência é achar que o vilão foi assassinado, pois estamos falando de Frank Castle. Mas dá saudade do Justiceiro de Garth Ennis, que acostumou o leitor a uma revista sem “frescuras” ou mortes subentendidas, que podem dar brechas para voltas.

Ao mesmo tempo, páginas depois, Stuart mata um policial. É feita uma jogada de cena para ficar “de bom gosto”, mas ainda assim é mais claro. No final, por essas questões e por ainda buscar definir como será a revista do personagem nesse formato mais “heroico e aventuresco”, Stuart Clarke tem se mostrado mais interessante do que o próprio Justiceiro.

 

Classificação:

4,0

• Outros artigos escritos por

.

.

.