MARVEL ACTION # 21

Por Zé Oliboni
Data: 8 setembro, 2009


Autores: Demolidor (Daredevil # 101) – Ed Brubaker (roteiro), Michael Lark e Stefano Gaudiano (arte);

Pantera Negra (Black Panther # 30) – Reginald Hudlin (roteiro) e Francis Portela (arte);

Justiceiro – Diário de Guerra (Punisher War Journal # 10) – Matt Fraction (roteiro) e Leandro Fernandez (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Setembro de 2008

Sinopse: Demolidor – Milla está presa; Matt Murdock, furioso; e o Sr. Medo simplesmente desapareceu. No meio disso tudo, um novo jogador entra em cena.

Pantera Negra – A situação se complica no mundo dominado pelos zumbis e o Quarteto precisa recorrer novamente ao sapo mágico que os teleportou para lá. Mas, de novo, o funcionamento dele é imprevisível e os heróis acabam caindo nas mãos de inimigos.

Justiceiro – Diário de Guerra – Frank se encontra com Bucky e tem uma conversa sobre o legado do Capitão América. Ainda: G.W. Bridge é convidado a voltar à ativa pelo diretor Stark.

Positivo/Negativo: Demolidor está em um momento complicado. Ao mesmo tempo em que, nesta passagem, a edição não está tão empolgante, sabe-se que Brubaker está planejando algo muito interessante.

Milla está à beira da loucura, Murdock está tão tenso que não está muito longe que cometer um grande erro e, no meio disso tudo, um novo e misterioso personagem entra em cena.

Quem acompanhou Marvel Max # 47 a # 52 sabe que o novo chefe do Tucão é o bandido de segunda categoria Parker Robbins, que encontrou algumas parafernálias mágicas, se tornou o Capuz e agora está tentando ganhar espaço no mundo do crime.

Contudo, pela minissérie original sabe-se que o Capuz não é exatamente o tradicional criminoso inescrupuloso.

Até onde se sabe, é movido pela necessidade e pela falta de uma oportunidade melhor, mas não é “mau”. Pelo menos não no sentido da dicotomia “bom/mau” dos super-heróis e supervilões. Tanto que ele surgiu à parte do universo Marvel e agora está sendo incorporado.

Assim, ainda é necessário aguardar um pouco para ver qual o papel que vai assumir na Cozinha do Inferno e na vida do Demolidor.

Enquanto isso, o jeito é curtir a arte – sempre muito boa – da dupla Michael Lark e Stefano Gaudiano e aproveitar momentos como os ataques de fúria do Demolidor massacrando dezenas de criminosos por toda a Cozinha.

O grande problema do mix são as duas edições do Pantera Negra. Essa história interminável dos heróis sendo levados para outra realidade pelos “sapos mágicos” está cansativa demais. E a pior parte começou nesse mês!

Enquanto eles estavam no mundo dos Zumbis Marvel ainda tinha alguma graça, pois, de uma forma ou de outra, continuava a história começada em Marvel Max – não que a minissérie pedisse alguma continuação. Mas a trama desanda quando o grupo se vê em uma situação sem solução e apela novamente para os “sapos mágicos”. A partir daí, o roteiro é uma viagem só.

Para ter uma ideia do rocambole que se torna, a primeira parada é o laboratório do Homem-Psíquico e a história se passa em uma ilusão criada dentro da mente do Quarteto.

Isso aliado a um desenho comum, daqueles que se encontram aos montes em qualquer revista mensal, desanima qualquer leitor.

Finalizando, Justiceiro – Diário de Guerra está em uma história entre arcos. Praticamente sem ação – salvo uma briguinha rápida entre Castle e Bucky – a edição fecha algumas pontas soltas, como a ideia do Justiceiro de se vestir de Capitão América e a demissão do G. W. Bridge.

Além disso, abre terreno para a próxima história, com o retorno de um vilão clássico do anti-herói: o Retalho.

 

Classificação:

4,0

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