MARVEL ACTION # 5

Por Mário César
Data: 1 dezembro, 2007


Título: MARVEL ACTION # 5 (Panini
Comics
) – Revista mensal

Autores: Cavaleiro da Lua – Charles Huston (roteiro), David Finch (desenhos), Danny Miki e Crimelab Studios (arte-final) e Frank D’Armata (cores);

Pantera Negra – Reginald Hudlin (roteiro), Scot Eaton (desenhos), Klaus Janson (arte-final) e Dean White (cores);

Justiceiro versus Mercenário – Daniel Way (roteiro), Steve Dillon (arte) e Dan Kemp/Avalon (cores);

Demolidor – Ed Brubaker (roteiro), Michael Lark e Stefano Gaudiano (desenhos) e Frank D’Armata (cores).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Maio de 2007

Sinopse: Cavaleiro da Lua – Marc é atacado em seu próprio apartamento e seus inimigos prometem matar todos os seus entes queridos.

Pantera Negra – T’Challa decide ir atrás de um grande amor de sua adolescência.

Justiceiro versus Mercenário – Continua a violenta batalha entre o Justiceiro e o Mercenário em plena Nova York.

Demolidor – Explode uma rebelião dentro da penitenciária Ryker e, para sobreviver, Matt terá de se aliar aos seus piores inimigos.

Positivo/Negativo: Que o Cavaleiro da Lua é uma espécie de Batman da Marvel todo mundo sabe, mas precisava ser tão escancarado? A seqüência em que Marlene e Samuels carregam Marc para a batcaver…, ops, abrigo subterrâneo passou da conta. Só faltou uma certa moeda gigante e outros itens da coleção particular de Bruce Wayne pra completar a paisagem.

Ao menos Huston parece entender a diferença básica entre os dois personagens: enquanto Batman é movido por um senso de justiça, Marc é impulsionado pela vingança e não se contém no uso de violência.

A violência, inclusive, vem sendo o grande chamariz da série, ao lado da arte detalhista de Fincher. É de se admirar que o título não tenha saído pelo selo MAX, devido à quantidade de sangue nas páginas. Infelizmente, a trama continua arrastada sem sair muito de onde começou.

No Pantera Negra, as aventuras espalhafatosas e sem nexo das últimas edições são deixadas de lado para focar o romance de T’Challa com Ororo. Como o casamento dos dois foi anunciado pela “Casa das Idéias” há um bom tempo, todo mundo já sabe o final da história.

Qual a graça de acompanhar a trama, então? Um escritor competente tornaria as coisas interessantes com boas surpresas ou um desenvolvimento bacana dos personagens. Não é o caso de Hudlin.

Em suas mão tudo fica previsível e, principalmente, sem emoção. Desse jeito, a união de dois dos principais personagens negros da Marvel se tornará só mais uma entre tantos pastiches lançadas aos montes nas bancas.

O encontro do Justiceiro com o Mercenário é uma diversão despretensiosa que deveria prevalecer na maioria dos títulos de super-heróis: trama fechada com ação e humor na medida certa, ilustrada com competência e sem ligações com mega-sagas ou décadas de uma confusa cronologia. Precisa mais do que isso pra manter uma boa série regular?

Se por um lado a minissérie Justiceiro versus Mercenário cativa pela simplicidade, o Demolidor caminha pelo lado oposto, o da ousadia. Em mãos menos habilidosas, as reviravoltas às quais o personagem foi submetido ultimamente se tornariam um verdadeiro desastre editorial.

Entretanto, com Brubaker no comando e a belíssima arte de Michael Lark e Stefano Gaudiano, resulta em um dos melhores títulos da atualidade.

Pra não estragar nenhuma surpresa, vale comentar apenas que o motim na penitenciária Ryker é umas das seqüências mais empolgantes nos recentes quadrinhos norte-americanos. Material de primeira categoria.

Classificação:

4,0

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