MARVEL BOY # 2

Por Marcelo Naranjo
Data: 1 dezembro, 2001

Marvel Boy #2Título: MARVEL BOY # 2 (Mythos Editora) – Mini-série em 3 edições

Autores: Grant Morrison (argumento) e J. G. Jones (arte)

Preço: R$ 5,50

Data de lançamento: Agosto de 2001

Sinopse: Uma grande ameaça escapou da nave Kree abatida na edição anterior. Uma espécie de vírus, chamado Xistus. Ele é uma entidade invisível, uma corporação, que se desenvolve rapidamente na forma de uma empresa gigante, assimilando tudo e todos, crescendo como uma marca irresistível e dominando a mente de todos seus novos funcionários, com um apelo de marketing extremamente agressivo.

Noh-Varr é convencido por Plex a subjugar a ameaça, e bola uma estratégia extremamente inteligente para enfrentá-la. Quando consegue a vitória, é violentamente atacado pela filha do Doutor Midas, que usa um arrojado traje com visual sado-masoquista, e acaba sendo derrotado, tendo como certa a morte nas mãos do vilão.

Positivo/Negativo: A idéia de uma corporação danosa, consumindo tudo e todos como um vírus letal, é um lance genial e criativo de Grant Morrison. A maneira com que a ameaça é enfrentada, também.

Os desenhos mantêm a qualidade da edição anterior. Quanto ao roteiro, apesar de a história ser bem contada, existe um problema: do primeiro número para o segundo, a história muda completamente de rumo. Falta um “link” entre ambas, pois os enfoques são completamente antagônicos.

Há também duas pequenas mancadas editoriais. Um pequeno erro de digitação na cena em que os policiais encontram Noh-Varr na rua e dizem que ele se fantasia de “supeherói”. E, na página 4, no primeiro quadro, quem ler com atenção vai notar um texto sobreposto a uma imagem, no qual aparece a seguinte instrução editorial, provavelmente, pro pessoal da arte: “Marca X (no desenho onde está escrito “Brand X”)”.

O problema da cor dos textos nos balões de Plex, detectado na edição anterior, foi resolvido, mas com uma curiosidade: as letras, além de verde escuro (como no número 1), aparecem também em preto!

Mas não é nada que comprometa a qualidade da obra.

Classificação:

4,0

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