MARVEL ESPECIAL # 9 – NOVOS GUERREIROS

Por Zé Oliboni
Data: 8 setembro, 2009


Autores: Kevin Grevioux (roteiro) e Jon Malin, Paco Medina e Reilly Brown (desenhos) – Originalmente publicado em New Warriors # 7 a # 13.

Preço: R$ 16,90

Número de páginas: 160

Data de lançamento: Setembro de 2008

Sinopse: Depois de sua missão de estreia e da primeira baixa, a mais recente versão dos Novos Guerreiros quer mostrar ao mundo que é composta por heróis de verdade e se tornar uma oposição à Iniciativa e à Lei de Registro de Super-Humanos.

Contudo, uma série de problemas internos, causados principalmente por uma desconfiança em torno do mistério que Radical faz sobre sua identidade e suas atividades, pode levar o grupo a se desmanchar.

Positivo/Negativo: Novos Guerreiros é daquelas histórias que desmotiva a leitura de quadrinhos de super-heróis. A combinação de 160 páginas de um roteiro sem graça ou profundidade com um desenho mediano para fraco torna a série uma longa e desagradável.

Tudo conspira contra a série. O grupo é formado de “restos”: mutantes sem poderes – que sobraram da Dizimação equipados com supertecnologia sucateada reunidos por com um líder que ficou sem seguidores. Vale lembrar que os Novos Guerreiros originais foram mortos no início da Guerra Civil.

Como esses elementos obviamente não combinam entre si, geram a tentativa nitidamente forçada de fazer uma história usando o nome e a rebeldia dos Novos Guerreiros.

Olhando bem o enredo nota-se que os problemas internos da equipe afetam diretamente a qualidade da revista. A grande questão que paira é: qual é o verdadeiro propósito desses Novos Guerreiros? E a resposta é: nem eles sabem.

Alguns sentem falta de ter uma família – porque a única coisa parecida com isso que tinham eram os grupos mutantes aos quais não pertencem mais. Outros só querem a emoção das lutas. Uns estão lá pelo heroísmo. E alguns estão seguindo o misterioso Radical – que, à revelia do bem-estar interno, insiste em manter vários segredos.

Todos esses pequenos problemas, esses desarranjos, se arrastam por páginas e páginas; e a trama não se desenvolve. Mesmo as cenas de ação são arrastadas demais. Na prática, a revista tem apenas duas grandes lutas – e uma é um treino no estilo “Sala de Perigo”. E o combate final com Mecanus se prolonga por três das sete partes da HQ!

No geral, fica perdido nesse bolo todo a subtrama da dupla de policiais da divisão de fantasiados e uma ou outra boa ideia que poderia render algo melhor.

Para piorar, os desenhistas variam entre péssimos e medianos. De todos, Paco Medina é o melhor, não por ter um traço excepcional, mas por ser constante, ter uma narrativa razoável.

Reilly Brown, por exemplo, não é um ruim, mas faz alguns quadros com tanto descuido que parece um verdadeiro amador.

O conjunto disso não é nada “especial”, como promete o título, mas sim bem chato.

 

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