MARVEL MILLENIUM – HOMEM DE FERRO # 2

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2007


Título: MARVEL MILLENIUM HOMEM DE FERRO # 02 (Panini
Comics
) – Minissérie em duas edições

Autores: Orson Scott Card (roteiro), Andy Kubert (desenhos) e Mark Bagley (parte dos desenhos da terceira história).

Preço: R$ 5,50

Número de páginas: 48

Data de lançamento: Junho de 2007

Sinopse: Howard Stark tem feito o possível para criar Tony sem que as pessoas saibam como ele é diferente. Contudo, o jovem tem diversos problemas na sua escola e ainda existem várias pessoas atrás do segredo da bio-armadura.

Agora, além de se preocupar com seu filho, Howard precisa lidar com sua ex-esposa e o filho dela, que quer destruir os Stark.

Positivo/Negativo: É impressionante como uma revista pode desandar tanto. A primeira edição desta minissérie foi excelente em todos os sentidos. Uma história interessante, com um bom ritmo e um desenho competente. Já esta, fracassou de tal forma que nem parece ser uma continuação da anterior

O começo da HQ mostra o pai de Tony resgatando-o, fechando a ponta solta deixada no número # 1. Mas daí pra frente, tudo vai muito rápido. Em seguida, ele começa a ir à escola e logo depois, ainda criança, já trabalha na construção do primeiro Homem de Ferro.

O papel do Edifício Baxter na história é muito estranho. Em vez de ser um reduto de supergênios, é um lugar onde se pode colocar uma criança mais inteligente, desde que se tenha dinheiro e influência o suficiente. Algo que o pai de Stark parece esbanjar, já que consegue mandar três crianças para lá, sendo uma delas um sociopata mirim.

A trama com Obadiah Stane é a mais patética. Precisavam de uma espécie de rival para Tony e arranjaram esse garoto que, aparentemente, nasceu com um grande instinto assassino. O pior é que Tony e Howard sabem o que ele fará e deixam as coisas acontecerem.

Além da história fraca e forçada, a arte de Andy Kubert tem uma grande queda de qualidade na última parte, quando divide as páginas com Mark Bagley. É difícil imaginar o que passou pela cabeça do editor original para juntar esses dois artistas com tão pouco a ver.

Merece nota a justificativa para Tony enveredar pelo alcoolismo. Era meio previsível, pelo que foi mostrado na edição passada, que ele começaria a beber para esquecer as fortes dores que sentia no corpo. Ainda assim, o conceito fica interessante por ser diferente do apresentado no universo normal, no qual o vício é usado como uma fraqueza para humanizar um personagem que estava distante da realidade da maioria dos leitores.

A edição termina prometendo continuar em um novo arco, mas, se a qualidade continuar caindo dessa forma, é melhor nem publicar.

Classificação:

4,0

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