MARVEL MILLENNIUM – HOMEM-ARANHA # 79

Por Zé Oliboni
Data: 15 julho, 2009


Autores: Homem-Aranha – Brian M. Bendis (roteiro) e Mark Bagley (desenhos);

X-Men – Robert Kirkman (roteiro) e Yanick Paquette (arte);

Quarteto Fantástico – Mike Carey (roteiro) e Pasqual Ferry (arte);

Confronto Supremo – Brian Michael Bendis (roteiro) e Greg Land (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Julho de 2008

Sinopse: Homem-Aranha – Fisk achou que tinha tudo sobre controle, que era intocável, que podia ameaçar quem quisesse e sair por cima. Mas o Demolidor está disposto a provar que não é bem assim.

X-Men – Os Sentinelas estão de volta e começam a atacar grupos mutantes. Para impedir os robôs, Bishop formou um novo grupo de X-Men e é hora de colocá-los em ação.

Quarteto Fantástico – Reed cometeu um erro e atraiu um alienígena com seu equipamento. Antes que a S.H.I.E.L.D. entre em ação, ele e o Quarteto terão que tentar consertar a situação.

Confronto Supremo – As sondas que Richards enviou para outras realidades causaram um efeito devastador no mundo do Esquadrão Supremo. Agora, vieram buscá-lo para consertar a situação. Sabendo da sua culpa, Reed aceita retornar com eles para a realidade de onde vieram.

Positivo/Negativo: Depois de 110 edições, Bendis e Bagley mostram que podem surpreender e deixam o leitor querendo mais da dupla criativa de Homem-Aranha.

Em uma história que parecia claustrofobicamente sem solução, principalmente para o Homem-Aranha, que estava nas mãos do Rei, é dado um encaminhamento bem interessante.

Primeiro acontece o confronto entre o Rei, o Aranha e o Demolidor, no qual Fisk já sai bem chamuscado. Depois vem a ideia mais interessante: o Cavaleiro da Lua se apresentar na polícia como vítima de tentativa de assassinato, acusando Wilson Fisk, que é preso de uma vez por todas.

É uma edição com um ritmo intenso, uma história bacana, que sintetiza tudo o que foi construído com o personagem até aqui. Era esperado que em uma jornada tão longa, o título passasse por alguns momentos ruins, mas, olhando para trás, dá para dizer que o saldo foi mais do que positivo. Não só para o herói, mas para os quadrinhos de super-herói em si.

Vale notar que os outros títulos da linha que não tiveram essa unidade artística estão hoje à deriva. Robert Kirkman, em X-Men, está jogando personagens da cronologia dos mutantes em todos os cantos da história. Parece estar seguindo uma filosofia “kubitschekiana”, de condensar 50 anos de histórias mutantes em cinco arcos. No geral, parece que o autor não está dando conta das próprias pretensões e só se salva, um pouco, em edições como esta, quando é acompanhando por um desenhista razoável.

O restante da revista segue a mesma premissa. Até agora, a genialidade de Reed Richards não se mostrou tão favorável. A maior parte das experiências dele foi catastrófica. Em Confronto Supremo, ele chegou até a abalar outras dimensões. As aventuras sempre têm começado com o cientista fazendo algo errado e, em algum momento, Nick Fury aparece se metendo a supergeneral.

Em Quarteto Fantástico, Reed atraiu para Terra o Surfista, que parece uma versão diferente do ser que eles conheceram em Pesadelo Supremo (aparentemente, Carey vai contar a versão dele do confronto com Galactus). Já em Confronto Supremo, a sonda que ele envia para outras dimensões começa a formar uma criatura que está cobrindo o planeta.

No geral, lendo as duas histórias na sequência, o leitor tem a sensação de estar conferindo a mesma coisa de formas diferentes, de tão repetitivas que ficam algumas coisas.

Ao menos os desenhistas são bons. Greg Land é um tanto cansativo (falta movimento na sua arte), mas o visual compensa.

 

Classificação:

4,0

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