MARVEL MILLENNIUM – HOMEM-ARANHA # 80

Por Zé Oliboni
Data: 15 julho, 2009


Autores: Homem-Aranha (Ultimate Spider-Man # 111) – Brian M. Bendis (roteiro), Stuart Immonen e Mark Bagley (desenhos);

X-Men (Ultimate X-Men # 85) – Robert Kirkman (roteiro) e Yanick Paquette (arte);

Quarteto Fantástico (Ultimate Fantastic Four # 44) – Mike Carey (roteiro) e Pasqual Ferry (arte);

Confronto Supremo (Ultimate Power # 4) – Brian Michael Bendis (roteiro) e Greg Land (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Agosto de 2008

Sinopse: Homem-Aranha – Tia May e Peter Parker têm uma conversa sobre ele ser o Homem-Aranha. Para ajudá-la a entender sua vida, ele conta como foi o seu dia e a luta que precisou encarar.

X-Men – Fera escapa das instalações da S.H.I.E.L.D. Enquanto isso, os X-Men de Bishop continuam enfrentando os novos Sentinelas.

Quarteto Fantástico – Nada pode deter o Surfista Prateado e ele atrai uma criatura que se autodeclara rei e imediatamente passa a ser adorado por todos, menos pelo Quarteto Fantástico.

Confronto Supremo – Os heróis da Terra vão até a realidade do Esquadrão Supremo usando o poder do Martelo do Thor. Mas eles descobrirão que não são bem-vindos lá.

Positivo/Negativo: Esta é a edição de despedida de Bagley e apresentação de Immonen em Homem-Aranha. Ela não tem um ritmo tão legal justamente porque as cenas de ação ficaram acompanhadas dos momentos mais carregados de texto. Isso deveria dar um equilíbrio, mas não funcionou bem.

A conversa com a Tia May é interessante, e até necessária depois de todos os acontecimentos. Mas o que chama mesmo a atenção é um pensamento que Peter começa a esboçar sobre o fato de que, antes do Homem-Aranha, não existiam super-heróis e, de repente, há vários deles.

Ou seja, ele não sabe o que está rolando, mas sente que algo grande está por vir e quer ajudar como puder até lá.

Pode não significar nada, mas, geralmente, esse tipo de coisa costuma ser um gancho razoável.

X-Men, de Kirkman, se arrasta para lugar algum. É impressionante como mês a mês o autor acrescenta mais informações e elementos, mas as tramas pouco se movimentam.

Kirkman foi ambicioso demais com a sua história e esqueceu que se tratava só de um título mensal. Isso torna a leitura chata, pois nenhuma das tramas que ele abriu na revista evolui.

Pelo menos o desenhista é bom – vide as cenas de luta com os Sentinelas. Outra sequência que se salva é a conversa de Jean Grey com os “duendes”. Não dá para entender o que está rolando, mas é uma cena visualmente bacana.

E por falar em série perdida, Quarteto Fantástico, de Mike Carey, está uma bagunça só. Para começar, ele teve a péssima ideia de reinventar o Surfista Prateado.

O personagem já tinha uma versão no Universo Ultimate, mostrada em Pesadelo Supremo. Agora, o autor criou um Surfista estranho, que alia elementos tradicionais – o sacrifício dele por Zenn-la – com um captor pouco convencional: o Homem-Psíquico.

No universo tradicional, o Homem-Psíquico é um inimigo do Quarteto vindo do Microverso que ficou vários anos esquecido pelos roteiristas, até ser utilizado em uma história dos heróis no título da linha Marvel Knights.

Mesmo assim, ele é pouco lembrado e nunca escravizou o Surfista Prateado, ou mesmo chegou ao ponto de ser uma ameaça tão grande quanto parece ser aqui.

Além disso, a história não flui. Até agora, Richards cometeu uma sucessão de erros e o vilão da vez tem uma gama de poderes indefinidos, mas praticamente ilimitados. É o tipo de situação que deixa poucas escapatórias para as próximas edições; e as soluções são sempre “apelações” do roteirista, pois o quadro ficou tão grave e o inimigo é tão poderoso, que só com muita “sorte” os heróis resolverão as coisas.

O desenho de Pasqual Ferry é bom e casa com essa trama “viajandona” de um cara vir do espaço para dominar a Terra. Ele sabe desenhar esse tipos, trabalhar as auras de energia deles. O visual é excelente, mas, sem conteúdo, fica difícil.

Confronto Supremo segue a mesma linha. Tem um visual bacana (com as ressalvas de sempre sobre os problemas de Greg Land com a noção de movimento nas cenas), mas falta história.

Bendis parece ter dado uma enrolada nesta edição. Quase nada acontece. Fica no ar uma suspeita sobre o que o Fury está tramando, mas, até aí, ele sempre tem um plano suspeito ou está sacaneando alguém para levar vantagem. No geral, pouco se aproveita da edição.

 

Classificação:

4,0

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