Marvel Spectacular # 12

Por Alexandre Grincenkov
Data: 18 fevereiro, 2011

Marvel Spectacular # 12EditoraMarvel Comics – Revista mensal

Autores: Stan Lee (roteiro), Jack Kirby (desenhos) e Vince Coletta (arte-final).

Preço: U$ 12 cents (preço da época)

Número de páginas: 32

Data de lançamento: Dezembro de 1974

Sinopse

O Poderoso Thor – Um misterioso cientista cria um robô praticamente indestrutível, a serviço de um mafioso nova-iorquino. Conseguirá o Deus do Trovão resistir ao poder de tal oponente?

Contos de Asgard – Os deuses nórdicos enfrentam a ameaça do Ragnarok.

Positivo/Negativo

Nos anos 70 e 80, a Marvel publicou diversas séries que eram fac-símiles de títulos de grande sucesso da editora na década de 1960, como Homem-AranhaThor e Quarteto Fantástico. Era uma chance de ouro para os fãs adquirirem exemplares idênticos aos originais, mas sem o elevado preço do inflacionado mercado norte-americano: eram os famosos reprints.

O Deus do Trovão estrelou a revista Marvel Spectacular, que publicava suas aventuras em ordem cronológica. Stan Lee e Jack Kirby foram os responsáveis pela melhor fase de Thor em todos os tempos, produzindo numerosas aventuras de qualidade.

Esta clássica HQ, lançada originalmente em The Mighty Thor # 144, é um belíssimo conto sobre honra e valores morais, com um final surpreendente e explosivo. Stan Lee escreve um roteiro pujante em criatividade, que interliga quatro personagens que possuem vidas completamente distintas.

Numa narrativa brilhante, o escritor trabalha de maneira inteligente as motivações e personalidades de cada um, equilibrando ação e drama de modo a manter um excelente ritmo.

O robô Réplicus é mais um dos inesquecíveis vilões criados pela dupla Lee e Kirby, que conferiu a ele uma força física assombrosa, tanto que suas falas representam a expressão oral de um dínamo irrefreável, como se ele constituísse um poder ainda maior do que os poderes da natureza.

Tudo é narrado com muita pompa e elegância e fica ainda melhor com os belíssimos desenhos de Jack Kirby, que possuía habilidades únicas na criação de cenas de batalha e de armamentos tecnológicos. Um exemplo é o próprio Réplicus, dono de um visual arrebatador.

O traço de Kirby fica ainda melhor com a arte-final do ótimo Vince Coletta, cujo nanquim dá um aspecto de “leveza” ao lápis do “Rei”. Assim, os desenhos parecem “flutuar” nas páginas, e cada composição torna-se um deleite para os olhos.

Thor está impecável nesta HQ (assim como em toda a fase de Lee e Kirby): retratado como um guerreiro austero, elegante e nobre, e disposto a quaisquer sacrifícios para proteger a Terra.

Na segunda aventura da edição, um excelente exemplar dos saudosos Contos de Asgard, mostrando as reações dos deuses da cidade ao fim dos tempos. Todavia, muito mais do que um fabuloso gibi e a melhor HQ de Thor já produzida (na opinião deste resenhista), esta obra é um triunfo dos quadrinhos, um tesouro capaz de sensibilizar até o mais frio dos corações.

Classificação

5,0

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