Mister No # 11

Por José Ricardo do Socorro Lima
Data: 1 dezembro, 2003


Autores: Alfredo Castelli (textos) e Vincenzo Monti (desenhos).

Preço: R$ 5,50

Número de páginas: 80

Data de lançamento: Maio de 2003

Sinopse: Asfalto de Sangue – Dia 2 de novembro de um ano da década de 50 do século passado. Mister No, como sempre, está cercado de belas mulheres, no meio das ruas de Manaus. De repente, um velho lê o seu futuro. Ele vai receber 300 mil dólares, mas recusará o dinheiro e o jogará ao mar.

No dia seguinte, um certo Nolan, representante de uma empresa americana que está construindo uma auto-estrada entre Belém e Rio Branco, oferece um bom emprego ao piloto. Por estar completamente duro, Jerry Drake aceita com prazer a oferta e se manda para a capital do Pará. Após conhecer outras pessoas ligadas ao projeto, ele voa para uma região situada entre Altamira e Itaiatuba.

Os trabalhos começam bem, mas, aos poucos, a tensão se abate sobre os homens do acampamento. Primeiro, são os índios que atacam as máquinas, acreditando serem elas animais perigosos. Com um hábil estratagema, Mister No os convence de que são pacíficas.

A seguir, uma parte dos homens, obedecendo às ordens dos inescrupulosos Ferris e Nolan, explode um dique natural, fazendo com que a água alague a floresta em volta, incluindo as aldeias indígenas.

Em represália, os índios passam a matar os trabalhadores, que se protegem no interior de uma barracão, numa vã tentativa de adiar a hora de sua morte.

Como Mister No conhece a língua dos índios, ele os convence a fazerem uma trégua, mostrando que pode reverter a situação calamitosa.

Entretanto, um índio esquentado desafia o gringo para um duelo mortal.

Positivo/Negativo: A Mythos brinda o leitor com uma bela capa e com um interessante artigo, na página 4, cujo título (Brasil, ame-o ou deixe-o) evoca o período da ditadura militar, época de obras faraônicas, entre as quais a Transamazônica.

A história tem como pano de fundo a construção de uma imensa auto-estrada, uma outra obra faraônica, já na década de 1950. Com roteiro inteligente, diálogos rápidos e ótimos desenhos, garante bons momentos de diversão para os leitores.

A terceira capa anuncia o nº 12, o que deveria ser praxe (mas não é) nos gibis da editora, para tornar conhecida de antemão a revista do mês seguinte.

De negativo, a quantidade de páginas: apenas 80 (sem redução de preço),
em vez das 96 páginas habituais. Como os números 9 (Mister No vai à
guerra
) e 10 (Aquela maldita ponte) tiveram 116 páginas cada
um, há, então, uma espécie de compensação para quem já é leitor da revista.

Outro detalhe importante: as capas dos números 9 e 10 são mais encorpadas, enquanto a do 11 é mais fina. A Mythos precisa ficar de olho nisso, porque o padrão gráfico de seus títulos não pode ficar variando, principalmente em prejuízo dos leitores, que gostam de ter um produto de primeira linha em mãos.

Classificação:

4,0

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