Mulher-Gato / Vampirella

Por André Craveiro
Data: 1 dezembro, 2011

MULHER-GATO / VAMPIRELLAEditora: Abril Jovem – Edição especial

Autores: Chuck Dixon (roteiro), Jim Balent (desenhos), Ray McCarthy (arte-final), Atomic Paintbrush (cores), Jim Balent e Jimmy Palmiotti (capa) – Originalmente publicado em Catwoman/Vampirella – The Furies, em 1997

Preço: R$ 4,20 (preço da época)

Número de páginas: 48

Data de lançamento: Outubro de 1997

Sinopse

Selina Kyle é a principal suspeita dos recentes arrombamentos ocorridos em Gotham City. Por isso, é procurada pela polícia local pelo roubo de várias joias com ornamentos felinos.

Vampirella, uma vampira pouco convencional, está sempre envolvida na luta contra forças sobrenaturais malignas. Investigando casos estranhos por ordem de Lilith, depara-se com uma misteriosa ocorrência em andamento na cidade de Gotham, acreditando que a Mulher-Gato é a entidade que ela procura.

Os violentos roubos e a trilha de sangue acabam levando as duas até o Pinguim, e a um terror que talvez nenhuma delas possa vencer.

Positivo/Negativo

Este crossover pode ser considerado um perfeito manual que apresenta, ao leitor, o padrão básico de todos os encontros entre personagens de editoras distintas, não importa quais sejam. Uma fórmula por demais desgastada já naquela época, mas que, esporadicamente, ainda é utilizada em tempos atuais.

O roteiro é o de sempre: um caso anormal, encontro dos protagonistas, desentendimento ideológico e físico entre ambos, ocasionando, depois, uma parceria temporária e investigação conjunta, com a luta final contra o inimigo comum e, por fim, cada um seguindo o seu caminho.

Especificamente neste encontro entre as duas “heroínas” sensuais, esse modelo é ainda mais resumido, no limite do eficiente para elaborar uma trama minimamente coesa e muito bem ilustrada.

Os acontecimentos voam pelas páginas, gerando momentos superficiais com pouco aprofundamento na narrativa e na motivação (ainda que existente) de certos personagens – como a vilã Pantha, por exemplo.

Ainda que não seja uma grande história, a época foi propícia para a dupla estrelar um encontro desse tipo: é só lembrar que tanto a Mulher-Gato como Vampirella passavam por uma ligeira reinterpretação e suas histórias vinham apresentando um dinamismo voltado ao estilo aventureiro, praticamente tirando casquinha do gênero heroico.

O mérito mesmo está nos desenhos de Jim Balent que, assim como o escritor Chuck Dixon, trabalhou por muito tempo na série solo da maior ladra da DC Comics, durante a já citada revitalização.

Todas aquelas nuances generosas e curvilíneas já consagradas em ambas as personagens estão aqui presentes, sem ângulos velados ou economia no traço anatômico, realçadas pelas cores vibrantes do miolo. A própria capa da publicação serve como chamariz nesse sentido.

Sintomas da época, por assim dizer.

Lançado em meio à onda de crossovers de qualidade duvidosa, que a Abril colocou nas bancas durante os anos 1990, este pode ser considerado um dos mais dispensáveis.

Classificação:

1,0

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