NARUTO # 1

Por Guilherme Kroll Domingues
Data: 1 dezembro, 2007


Título: NARUTO # 1 (Panini
Comics
) – Revista mensal

Autor: Masashi Kishimoto (roteiro e desenhos).

Preço: R$ 9,90

Número de páginas: 192

Data de lançamento: Maio de 2007

Sinopse: Naruto é um órfão aprendiz de ninja que precisa ser aprovado numa complicada prova para avançar ao próximo nível do ninjutsu.

Contudo, ninguém no seu vilarejo lhe quer bem, pois o garoto é a reencarnação de um monstro ancestral.

Positivo/Negativo: O mangá Naruto é um verdadeiro fenômeno em todo o mundo. Muito o comparam a sucessos como Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball.

Era questão de tempo até que alguém trouxesse a obra para o Brasil. No entanto, anos se passaram até que esse primeiro volume chegasse em bancas nacionais. Isso graças ao próprio sucesso de Naruto. Pode parecer contraditório, mas o fato de a série fazer todo esse alarde fez as negociações com a editora japonesa Shueisha se arrastar por tempo indeterminado, com vários candidatos a publicar.

Ao ler a edição de estréia, que é bastante divertida, é fácil entender o sucesso de Naruto. Ele é um jovem órfão, problemático, obcecado em ser um Hokage, espécie de herói ninja da Vila da Folha, seu logradouro. Mas algo sombrio se esconde em seu passado – na verdade, ele é a reencarnação de uma criatura demoníaca em formato de raposa.

Além disso, Naruto não é muito talentoso nas artes do ninjutsu, mas é bastante esforçado, treinando arduamente quando necessário. Há ainda outras figuras comuns, como a do mestre bonzinho versus o mestre mais exigente, um ancião sábio e os colegas/rivais que participam das aulas da escola de ninja.

Um detalhe interessante, no box talk (espaço no fim de alguns capítulos em que os autores conversam com seus leitores), Kishimoto diz que seu editor influenciou demais na escolha e criação de muitos desses personagens.

O traço de Masashi Kishimoto é limpo. Ele sabe ser detalhista, porém muitas das cenas não mostram cenários, focando mais nas expressões dos personagens.

NARUTO # 1E
como o ritmo da produção deste mangá no Japão é alucinante, o leitor brasileiro
pode esperar ainda menos cenários e mais closes e batalhas sobre fundo
branco.

A edição brasileira é bastante competente. E tirando algumas derrapadas, como a cena censurada originalmente nos Estados Unidos, na página 39, com Naruto mostrando o dedo médio (ele saiu com as mãos fechadas), que acabou não saindo por aqui, o trabalho é muito bom.

Alguns fãs reclamaram do fato das onomatopéias serem traduzidas, mas isso foi uma imposição da própria editora japonesa, que decidiu que, no ocidente, o gibi sairia assim. Uma pena.

Classificação:

4,0

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