NEM MORTO

Por Igor Toscano
Data: 1 dezembro, 2012

NEM MORTO

Editora: independente – Edição especial

Autor: Leo Finocchi (roteiro e arte) – Criado por Leo Finocchi e Bart Rabelo e publicado originalmente no site Nem morto.

Preço: R$ 25,00

Número de páginas: 112

Data de lançamento: Outubro de 2012

 

Sinopse

Após um acidente fatal, um jovem volta à vida como zumbi. Em seguida, reencontra os seus amigos e parte para a bebedeira e noitadas.

o álbum tem a participação de autores especialmente convidados: Gustavo Duarte, Eduardo Medeiros, Leonardo Maciel, Mario Cau, Carlos Ruas, Paulo Crumbim e Cristina Eiko, Marcelo Braga e Vitor Cafaggi.

Positivo/Negativo

Não dá pra negar o quanto zumbis estão em alta na cultura pop. Anteriormente relegados a filmes “B”, hoje estão na capa de livros, protagonizando séries, novelas, gibis. É inevitável a exploração dos monstros em gêneros além do horror e Nem morto se preza a isso.

O próprio prefácio do livro, do editor da Balão Editorial, Guilherme Kroll, aborda o assunto: a narrativa de Nem morto vai ganhando corpo com o tempo. O primeiro volume foca na introdução das personagens e no absurdo de ter um zumbi perambulando por aí. Sem trocadilhos.

O zumbi, sem nome, e seus amigos Marcão e Crazy são típicos jovens adultos contemporâneos. Precisam equilibrar o emprego e a vida social, adoram beber até cair, curtir a vida, fast-food e videogame, e estão mais preocupados em conseguir mulheres. Em alguns momentos, durante as noitadas, por exemplo, é até irrelevante o fato de o protagonista não estar vivo.

Aos poucos, porém, Leo Finocchi vai intercalando situações cômicas com outras de ação, sempre para lembrar que esta é uma história de zumbis, com uma pitada de mistério e que muitas perguntas estão – propositalmente – sem resposta.

O traço dinâmico e as cores criam um clima perfeito para a narrativa de jovens adultos. O álbum possui um formato retangular, largo, que valoriza a arte, publicadas anteriormente no site com esse formato widescreen. As tiras, porém, são muito curtas, com pouco espaço para desenvolvimento da piada. Algumas consistem em um único painel, priorizando as situações cômicas.

O acabamento gráfico da edição é competente, todo colorido e contendo uma série de tiras inéditas ao final (5 coisas legais para se fazer quando se está morto). Conta ainda com a participação de convidados, fazendo pin-ups ou tiras de humor com os personagens, recriando-os em seus próprios estilos. Mas o autor deveria ter dado mais atenção à revisão do material.

Pena que a produção independente dos volumes seja lenta (esta edição saiu dois anos após o lançamento das tiras na internet) e irregular. Nem morto deixa aquela vontade de ler mais. Felizmente, é possível acessar o blog de Finocchi para continuar acompanhando.

 

Classificação:

4,0

• Outros artigos escritos por

.

.

.