Novos Titãs # 2

Por Marcus Vinicius de Medeiros
Data: 3 fevereiro, 2012

Novos Titãs # 2Editora: Panini Comics – Edição especial

Autores: J.T. Krul (roteiro), Nicola Scott, Eduardo Pansica e José Luís (desenhos), Doug Hazlewood, Jack Purcell, Greg Adams, J. P. Mayer e Éber Ferreira (arte-final) – Originalmente em Teen Titans # 93 a # 100.

Preço: R$ 16,90

Número de páginas: 176

Data de lançamento: Janeiro de 2012

Sinopse

Os Novos Titãs se unem à nova heroína Solstício para investigar uma série de desaparecimentos misteriosos no Paquistão.

De quebra, enfrentam a ameaça do Superboy Primordial.

Positivo/Negativo

Esta edição marca o fim da versão mais recente da série dos Novos Titãs no Brasil, com histórias assinadas por J. T. Krul e Nicola Scott. O título foi relançado em 2003, quando a DC Comics decidiu cancelar as versões anteriores, The Titans e Young Justice, misturando elementos das duas publicações.

Assim, Robin, Superboy, Impulso e Moça-Maravilha, que integravam a Justiça Jovem, passaram a formar a nova geração de Titãs, sob a supervisão de Cyborg e Estelar, tradicionais membros da equipe. Com roteiros de Geoff Johns, a revista fez sucesso e deu novos rumos para os heróis adolescentes.

Apesar de roteiristas posteriores menos inspirados, a série resistiu bravamente e chegou à centésima edição. Este encadernado reúne os dois últimos arcos de histórias, que, infelizmente, voltam a decepcionar.

O grande problema de J. T. Krul é que lhe falta habilidade para trabalhar as personalidades diferenciadas dos Novos Titãs. Ele até apresenta boas ideias, mas falha em desenvolvê-las de modo satisfatório. Tudo acaba soando artificial, inócuo e previsível. O autor chega a alterar narrações em primeira pessoa dos diversos membros da equipe, mas não consegue apresentar aquela voz que fale mais alto pelos personagens.

Ravena, por exemplo, que é uma jovem problemática e com dificuldade acentuada para lidar com sentimentos, soa como uma adolescente genérica. E o mesmo se repete com todos os heróis. Solstício chega sem dizer a que veio, e acaba como mais uma personagem mal trabalhada.

A revista não tem nenhuma pretensão além de apresentar histórias de super-heróis convencionais e divertir sem exigir muito. E quando nem isso consegue, é sinal de que há algo bastante errado.

O segundo arco de histórias deste encadernado traz de volta o Superboy Primordial, vilão que os leitores aprenderam a odiar. Criado na década de 1980, por Elliot S! Maggin, como um herói da nossa própria Terra no Multiverso, ele foi revitalizado por Geoff Johns em Crise infinita, na qual se tornou um homicida descontrolado.

Este jovem Clark Kent alternativo se ressente dos heróis do Universo DC e busca destruí-los a todo custo, especialmente o possuidor oficial de seu nome. Sob a pena de Johns, o personagem rendeu cenas marcantes em que explodia cabeças e decepava membros. É o tipo de ameaça que funciona bem algumas poucas vezes, mas logo se torna cansativa se utilizada com frequência.

E pode-se dizer que o Primordial surge aqui sem o menor impacto, tentando massacrar os Novos Titãs com um grupo de vilões sob seu comando, e rende apenas momentos de pancadaria pouco atraentes.

Assim chega ao fim mais uma era na existência dos Novos Titãs, com um roteirista fraco, situações nada inspiradas e personagens apagados. Fica claro que a DC já não dava tanta atenção ao grupo, e que, pelo menos neste caso, um reboot completo parecia a melhor opção.

Krul manteve os conceitos estabelecidos por Geoff Johns e tinha nas mãos um elenco cheio de possibilidades, incluindo a titã Devastadora, psicótica filha do Exterminador, mas não soube o que fazer com eles.

Nicola Scott, a desenhista oficial do título, apresentou um trabalho de qualidade, mas isso não é suficiente para garantir o interesse dos leitores. Vale comentar a bela imagem de capa ilustrada por Phil Jimenez, um apaixonado pelos Titãs, na qual os cinco membros-fundadores aparecem sobre vários heróis atuais.

Fica agora a expectativa pela reinvenção desses heróis pelas mãos de Scott Lobdell e Brett Booth, quando a Nova DC estrear no Brasil.

Classificação

2,0

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