Novos Titãs Zero – Novos 52

Por Marcus Vinicius de Medeiros
Data: 22 maio, 2015

Novos Titãs ZeroEditora: Panini Comics – Edição especial

Autores: Clonevolução (Superboy # 0) – Tom DeFalco (roteiro), R.B. Silva (desenhos), Rob Lean (arte-final), Tanya, Richard Horie e Hi-Fi (cores);

Jogos noturnos (Superboy # 12) – Tom DeFalco (roteiro), Robson Rocha e Eduardo Pansica (desenhos), Greg Adoma, Mariah Benes e Andy Owens (arte-final) e Richard e Tanya Horie (cores);

Lei e desordem (Superboy # 13) – Tom DeFalco (roteiro), R.B. Silva (desenhos), Rob Lean (arte-final) e Richard e Tanya Horie (cores);

Robin Vermelho (Teen Titans # 0) – Scott Lobdell (roteiro), Tyler Kirkham (desenhos), Batt, Norm Hapmund e Jon Sibal (arte-final) e Andrew Dalhouse (cores);

A origem da Moça-Maravilha (Teen Titans # 13) – Scott Lobdell argumento), Fabian Nicieza (roteiro), Ale Garza (arte) e Andrew Dalhouse (cores);

A origem da Moça-Maravilha – Parte 2 (Teen Titans # 14) – Scott Lobdell (roteiro), Fabian Nicieza (assistência no roteiro), Ale Garza (arte) e Andrew Dalhouse (cores);

Primeiro dia (Ravagers # 0) – Howard Mackie (roteiro), Ian Churchill e Norm Rapmund (arte) e Hi-Fi (cores).

Preço: R$ 16,90

Número de páginas: 144

Data de lançamento: Outubro de 2013

Sinopse

No “mês zero” do Universo DC, novas e surpreendentes revelações sobre o passado de Superboy, Robin Vermelho, Moça-Maravilha e Devastadores.

Positivo/Negativo

Até que as versões pós-reboot de Novos Titãs e Superboy tiveram um início auspicioso pelas mãos do roteirista Scott Lobdell, mas logo as duas séries se perderam em meio a tramas confusas e personagens de pouco carisma. Esta edição zero dos super-heróis adolescentes da DC Comics, lançada em 2013 pela Panini, apresenta algum crescimento em suas jornadas, mas também acaba recaindo em histórias fracas.

Curioso que a editora insistiu em fazer do Garoto de Aço novamente um clone do Superman, mas sem o mesmo carisma da encarnação apresentada por Karl Kesel e Tom Grummett, na década de 1990, após a morte e o retorno do kryptoniano.

Ainda assim, é o jovem quem protagoniza as melhores cenas do encadernado. Depois de algumas bobagens envolvendo o passado de Krypton, Kon-El se destaca no clima de juventude com paquera e curtição numa boate badalada, em que sua origem de “arma viva” pode nem importar tanto. Cortesia de Tom DeFalco.

Continuando o momento de grandes revelações, Lobdell coloca em detalhes uma nova gênese para Tim Drake, conhecido agora como Robin Vermelho. O autor descarta a cronologia pregressa do esperto vigilante, inclusive os bons trabalhos de Marv Wolfman e Chuck Dixon, ainda que tente resgatar algo da personalidade marcante do Menino-Prodígio.

O autor é bem intencionado, mas o resultado decepciona. Pior é que essa trama contradiz elementos da própria continuidade dos Novos 52, afirmando que o garoto nunca foi Robin antes de sagrar-se Robin Vermelho. É o tipo de problema que compromete a evolução de um universo partilhado e deixa clara a falta de planejamento editorial da DC.

Na sequência, o volume apresenta a origem da Moça-Maravilha, também repaginada ao novo contexto, sem ligação aparente com a Princesa Diana. E mais tentativas de diálogos espertinhos que não cativam. Lobdell bem que poderia tomar aulas com Brian K. Vaughan e Nick Spence…

Finalizando, Howard Mackie e Ian Churchill revivem o pior da década de 1990 numa história fechada dos Devastadores, cheia de imagens bonitas e nenhuma personalidade. Incrível como a nova DC prestigia autores de um passado que não deixou saudades e cerceia a liberdade de talentos maiores. Figuras como Terra e Mutano, que fizeram a história dos Novos Titãs na clássica epopeia O Contrato de Judas, surgem totalmente vazios, sem o brilho dos primórdios.

No geral, são enredos pouco inventivos, que falham na tarefa de mergulhar o leitor no mundo da ação e da fantasia. E parece que, seja nos Estados Unidos ou no Brasil, essa reformulação da “molecadinha” não agradou ao grande público.

A Panini iniciou a publicação dessas aventuras na revista mensal Superboy e Novos Titãs, de venda exclusiva em comic shops, passou à forma de encadernados e agora posicionou os garotos na série da Liga da Justiça.

O título original Teen Titans já passou por mais um relançamento com equipe criativa diferente, enquanto Devastadores e Superboy não resistiram às agruras de escritores menos cotados. Triste destino para quem já foi carro-chefe da editora e best seller do mercado de quadrinhos.

Scott Lobdell, Fabian Nicieza, Tom DeFalco, Howard Mackie e tantos outros simplesmente não trabalharam a contento a vida de heróis fantasiados numa fase marcante da vida.

Resta esperar que futuras investidas na adolescência superpoderosa tragam resultados melhores. Fãs de todas as idades ficam na torcida.

Classificação

2,5

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