O EVANGELHO SEGUNDO LOBO

Por Sidney Gusman
Data: 1 dezembro, 2010

O EVANGELHO SEGUNDO LOBO

Editora: Panini Comics – Edição especial

Autores: Keith Giffen e Alan Grant (texto) e Simon Bisley (arte). – HQs originalmente publicadas em Lobo # 1 a # 4 e Lobo’s back # 1 a # 4.

Preço: R$ 52,00

Número de páginas: 204

Data de lançamento: Outubro de 2008

 

Sinopse

Compilação das duas primeiras minisséries do caçador de recompensas intergaláctico conhecido como Lobo.

O último czarniano – O Maioral (como se autodenomina) é enviado para capturar aquele que pode ser o mais perigoso alvo que já enfrentou: uma assustadora, terrível e infernal velhinha – com a incrível capacidade de tornar a vida de seu captor muito, mas muito mais miserável. Afinal, ele acha que havia matado todos os outros habitantes de seu planeta natal e nem sonhava em reencontrar logo sua professora da infância!

Lobo Está Morto – O czarniano, enfim, é assassinado, mas há um pequeno problema… nem o Céu e nem o Inferno querem sua alma fétida e impura. Assim, Lobo toca o terror nos dois lugares pra conseguir voltar à Terra para ter sua vingança!

Positivo/Negativo

Quem já leu histórias de Lobo sabe bem que não se pode esperar tramas fantásticas. Afinal, o negócio do personagem é matar, trucidar, estripar, destruir, dilacerar etc. Sempre com um humor corrosivo e pra lá de politicamente incorreto.

É o que acontece nas duas aventuras deste especial, ambas já publicadas no Brasil pelas editoras Globo e Abril, pela ordem.

O último czarniano elevou o personagem ao status de estrela na DC. E o melhor do roteiro nonsense de Grant e Giffen fica justamente na bizarra relação entre Lobo e sua ex-professora. Os extras contando passagens do passado do “flagelo das galáxias” também são bem interessantes pra situar o leitor.

A segunda minissérie é mais engraçada. Lobo está morto mostra o caçador de recompensas indo desta pra melhor e, depois de nem Céu e nem Inferno quererem sua alma pútrida por lá, o cara reencarna. A partir daí, há momentos muito divertidos, como a volta num corpo de mulher.

Em ambas as histórias, Simon Bisley deita e rola nos desenhos. O sangue “jorra” pelas páginas, com uma narrativa competente e o absurdo quase sempre presente nas cenas – como mercenários que continuam lutando com o corpo cravado (literalmente) de balas, só pra citar uma.

A edição da Panini é impecável. E, por incrível que pareça, este é o ponto fraco do livro. À época do lançamento, Ricardo Jorge Freitas Rodrigues, proprietário da Comix Book Shop, lamentou com este resenhista a opção pelo acabamento luxuoso, pelo fato de o Lobo ser um personagem que atrai também leitores que não compram quadrinhos habitualmente, como fãs de rock pesado, por exemplo. E, para este público, não é tão simples pagar um preço tão alto por uma HQ que, afinal, é um entretenimento rápido e rasteiro.

Aliás, alguns materiais que a Panini vem lançando no Brasil acabam afugentando uma parcela dos leitores justamente pela opção da editora pelo acabamento gráfico mais luxuoso.

Fica a dica para que a editora analise melhor cada caso. Afinal, materiais bacanas como Questão – Zen, Starman, ZDM – Terra de Ninguém e outros funcionaram tão bem quanto em volumes com capa cartonada e, por consequência, mais em conta pro bolso.

Classificação:

4,0

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