OS NOVOS VINGADORES # 25

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2006

Título: OS NOVOS VINGADORES # 25 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores: Os Novos Vingadores – Brian M. Bendis (roteiro) e David Finch (desenhos);

Thor – Michael Avon Oeming, Daniel Berman (roteiro) e Andrea Divito (arte);

Capitão América – Ed Brubaker (roteiro) e Steve Epting (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Fevereiro de 2006

Sinopse: Os Novos Vingadores – Uma rebelião em larga escala no anexo de segurança máxima da Ilha Ryker coloca Nova York em perigo. Mas sem os Vingadores quem salvará a cidade?

Capitão América – A morte de um velho inimigo revela uma conspiração capaz de abalar o planeta.

Thor – Com a chegada de Bill Raio Beta para auxiliar na luta, Thor poderá seguir uma dolorosa busca por conhecimento e poder para vencer Loki. Como seus guias, terá a força-Odin e os corvos de seu pai.

Positivo/Negativo: O final dos Vingadores, na edição anterior foi muito bem produzido. Esta revista, que mudou de nome (a numeração continua seqüencial) e apresenta um novo grupo de heróis, começa em alta, com a belíssima arte de Finch. Seu detalhismo, suas cenas de ação impactantes são sem igual.

No entanto, fica a dúvida: com tantos artistas de calibre, por que Joe Quesada resolveu se meter a fazer a capa? Nada contra o nobre editor, ele certamente é um ótimo desenhista, mas fez um péssimo trabalho neste caso. Olhe a cabeça pequena e desproporcional do Sentinela, o Wolverine razoavelmente parrudo e o braço e o ombro largos do Homem de Ferro. O pior de tudo é o Capitão América, ou melhor o Capeitão. O peito muiiito avantajado e o ombro quase da largura do escudo fazem lembrar Rob Liefeld em Heróis Renascem.

Sobre o roteiro é difícil falar, pois a trama não se desenvolveu o suficiente. Contudo, com Bendis no comando pode-se esperar coisa boas. Por exemplo, uma nova e bem-humorada abordagem de alguns personagens bem interessantes da Marvel.

Thor está chocante. Depois da volta de Bill Raio Beta, o Deus do Trovão parte em uma jornada para tentar entender por que a força-Odin o abandonou. Logo ele a reencontra na forma de um menino recém-falecido acompanhado pelos corvos de seu pai. Servindo como guia para o asgardiano, ele revela que o herói não apenas terá que passar pelas mesmas provações que seu pai, mas superá-las.

Assim, segue-se com Thor arrancando seus dois olhos e depois se enforcando por dez dias para adquirir todo o conhecimento e compreensão necessários. Após conhecer “aqueles que sentam acima das sombras”, ele entende as ações de seu pai ao mandá-lo viver como um humano; e sabe o que virá a seguir.

Depois de se fundir novamente com a força-Odin, Thor encontra Loki, o decapita e amarra a cabeça do vilão ao seu cinto. A história acaba com as misteriosas palavras do Deus do Trovão falando de um ciclo de destruição que virá a seguir, por suas próprias mãos.

A história amarrou as pontas soltas após a fase de Dan Jurgens e trabalhou com muito da mitologia asgardiana; e ainda tem a sorte de contar com um bom desenho. Andrea Divito faz um trabalho competente e deixa a trama clara e fácil de compreender.

Esta edição contou ainda com a estréia do novo título do Capitão América. A Marvel parece não saber direito o que fazer com o personagem. Ele sempre é um grande destaque em Vingadores e em suas aparições como coadjuvante, mas sua revista solo vive em altos e baixos. Sempre que se começa uma fase com um novo roteirista prometendo uma abordagem diferente, decola e saem um ou dois arcos excelentes. Depois muda a equipe criativa e tudo estagna.

Ed Brubaker e Steve Epting estão fazendo um desses arcos que prometem ser excelentes. Nos Estados Unidos até reiniciaram novamente a numeração do título para a entrada deles. Com um roteiro muito interessante e um desenho caprichado, o recomeço do Capitão empolga. Resta aos leitores curtir o momento e torcer para a revista sobreviver quando a dupla sair.

Como parte da comemoração das 50 primeiras edições de Homem-Aranha, X-Men, X-Men Extra e Marvel Millennium Homem-Aranha pela Panini, os leitores recebem um naipe do baralho Marvel, também distribuído em outros títulos de fevereiro.

 

Classificação:

4,0

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