OS NOVOS VINGADORES # 26

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2006


Título: OS NOVOS VINGADORES # 26 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores: Os Novos Vingadores – Brian M. Bendis (roteiro) e David Finch (desenhos);

Thor – Michael Avon Oeming, Daniel Berman (roteiro) e Andrea Divito (arte);

Thor – Juramento de Sangue – Michael Avon Oeming (roteiro) e Scott Kolins (arte);

Capitão América – Ed Brubaker (roteiro) e Steve Epting e Michael Lark (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Março de 2006

Sinopse: Os Novos Vingadores – Capitão América, Homem-Aranha, Luke Cage, Matt Murdock e Jessica Drew precisam impedir que centenas de supercriminosos escapem da prisão. E sua última esperança está nas mãos do misterioso… Sentinela!

Capitão América – Descubra quem matou o Caveira Vermelha e quais eram os planos do vilão.

Thor – Os últimos dias de Asgard.

Thor – Juramento de Sangue – Os três guerreiros de Asgard são julgados por assassinato e cabe a Thor ajudá-los a escapar da morte certa.

Positivo/Negativo: Os Novos Vingadores traz uma edição de pura ação. É claro que com o Homem-Aranha no meio da história só se poderia esperar que o coitado tomasse uma surra. E que surra! Ele apanha tanto que perde até a máscara. Verdade que está enfrentando pelo menos uns 50 supervilões com uma forte sede de vingança, mas ainda assim é outro daqueles momentos típicos do Cabeça-de-Teia, sempre caindo de gaiato onde não deveria.

Além disso, todas as frentes da ação estão muito bem trabalhadas e a volta do Sentinela, que já de cara acaba com o Carnificina, promete ser bem interessante.

Uma história nesse estilo seria completamente imprestável se não fosse por um bom artista nos desenhos; e David Finch é perfeito para isso. Seu estilo realista e ultradetalhista consegue evidenciar a intensidade da batalha e mostrar o quanto os heróis estão penando para agüentar o tranco.

O final de Thor foi digno de um deus. Um bom trabalho do roteirista, principalmente considerando a quantidade de monólogos que costuma deixar a história meio chata, mas que bem escritos podem empolgar. Esse não é o tipo de trama que se espera ver todos os meses, porém, de tempos em tempos, para dar uma fechada em um ciclo, é bem interessante. Principalmente com a arte de Andrea Divito, que cresceu demais neste número, fazendo páginas bonitas e de muito impacto.

Claro que um personagem como Thor não será encostado pela editora. Logo na seqüência de seu fim, a Marvel presenteia os leitores com uma minissérie que se passa no período mais descompromissado do Deus do Trovão, na qual ele se aproximava mais de um herói, inclusive com identidade secreta.

Escrita também por Michael Avon Oeming esta promete ser mais uma aventura divertida, cheia de mitologia e seguindo uma linha Doze Trabalhos de Hércules. Scott Kolins faz um desenho um tanto sujo e com riscos desnecessários, mas depois que o leitor se acostuma passa a gostar do trabalho, principalmente nas cenas de ação, sempre com bastante velocidade.

Capitão América está mostrando uma visão bem interessante do Sentinela da Liberdade, um lado mais perturbado e amargurado, típico de soldados que sobreviveram aos campos de batalha, mas ficaram com cicatrizes tantos psicológicas quanto físicas.

Com uma aventura que está dosando bem a ação e a intriga e um desenho competente, a revista está bem divertida de acompanhar.

 

Classificação:

4,0

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