OS NOVOS VINGADORES # 27

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2006


Título: OS NOVOS VINGADORES # 27 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores: Os Novos Vingadores – Brian M. Bendis (roteiro) e David Finch (desenhos);

Thor – Juramento de Sangue – Michael Avon Oeming (roteiro) e Scott Kolins(arte);

Capitão América – Ed Brubaker (roteiro) e Steve Epting e Michael Lark (arte);

Jovens Vingadores – Allan Heinberg (roteiro) e Jim Cheung (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Abril de 2006

Sinopse: Os Novos Vingadores – O motim na Balsa reuniu alguns dos maiores heróis da Terra para enfrentar uma ameaça comum. Chegou a hora de convocar… os Novos Vingadores.

Capitão América – Enquanto o Sentinela da Liberdade enfrenta terroristas em Paris, a morte ronda um de seus antigos companheiros.

Thor – Juramento de Sangue – Os guerreiros de Asgard terão de ser mais espertos que uma águia para conseguir as maçãs que precisam para completar sua primeira tarefa.

Jovens Vingadores – Quem são os novos super-heróis que andam por ai vestidos como os Vingadores?

Positivo/Negativo: Quando foi anunciada a formação dos Novos Vingadores, muita gente, inclusive este resenhista, achou estranha a escolha dos personagens. Contudo, a explicação dada nesta edição foi convincente. Tudo graças ao cara mais motivador e com os melhores discursos do Universo Marvel: o Capitão América.

Este primeiro número fica só no recrutamento, mas não poderia ser melhor. As reações dos personagens aos convites são muito bacanas. Claro que a melhor cena teria que ser entre o Capitão e o Aranha. Quando Peter pergunta sobre o pagamento e o Sentinela da Liberdade diz que eles não serão financiados, é mais um daqueles momentos típicos do Amigão da Vizinhança. Ele só vai para o primeiro escalão dos heróis quando o nível das coisas caem…

Ficou apenas uma dúvida: quando será recrutado o Wolverine e por quê? Provavelmente, terá uma edição só para ele, algo certamente merecido, pois o personagem não tem aparecido o suficiente e quase nunca está em um grupo de super-heróis…

É complicado falar mal de David Finch, porque seu trabalho cheio de realismo tem muitos fãs. Mas nesta edição ele pisou feio na bola ao não se preocupar com os pequenos quadros tanto quanto com seus painéis. Veja o rosto completamente desfigurado de Jessica Jones nos final da página 18 ou o sorriso maior que o rosto do Capitão na 21.

O grande problema do desenhista é que ele é um dos melhores para cenas de ação e páginas de impacto, porém terá sérios problemas para se adaptar ao estilo cheio de diálogos e nuances emocionais de Bendis.

Thor – Juramento de Sangue mantém a linha esperada. Uma aventura mitológica cheia de bom humor, principalmente do Volumoso Volstagg, peça-chave na primeira tarefa do grupo.

O desenho de Kolins tem o desenvolvimento e a fluidez necessários para esse estilo de trama, garantindo ótimas cenas.

Pouca coisa acontece nesta edição de Capitão América. Aparentemente, Ed Brubaker pegou a edição inteira para mostrar o estado de espírito do Steve e as misteriosas lembranças que vêm surgindo em sua mente.

A arte está ótima. Com um traço realista e cheio de sombras, tem conseguido criar o ambiente tenso que o roteirista está desenvolvendo. Foi uma bela escolha ter outro desenhista como Michael Lark fazendo os flashbacks, pois conseguiu diferenciá-los do resto da trama.

Está de parabéns também o editor Fernando Lopes pela pesquisa histórica nas notas de rodapé.

A estréia de Jovens Vingadores foi muito boa, mas não por causa dos heróis, e sim pelos coadjuvantes. A presença de Jessica Jones e J.J. Jameson está excelente, principalmente porque eles serviram para explicar porque a Marvel nunca teve uma cultura de parceiros mirins.

A fala de J.J.J. dizendo que todos queriam ser Bucky, mas depois que ele morreu todos desistiram é fantástica. Além disso, a premissa da revista de que existem fãs de super-heróis e alguns podem ter superpoderes é bem sacada.

Sabendo trabalhar com o mistério da identidade dos personagens e mantendo o bom desenho, o título tem um futuro no mínimo interessante.

 

Classificação:

4,0

• Outros artigos escritos por

.

.

.