OS NOVOS VINGADORES # 40

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2007


Título: OS NOVOS VINGADORES # 40 (Panini
Comics
) – Revista mensal

Autores: Os Novos Vingadores – Brian M. Bendis (roteiro) Mike Deodato Jr. (desenhos);

Miss Marvel – Brian Reed (roteiro) e Roberto de La Torre (desenhos);

Sentinela – Paul Jenkins (roteiro) e John Romita Jr. (desenhos);

Capitão América – Ed Brubaker (roteiro) e Mike Perkins (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Maio de 2007

Sinopse: Os Novos Vingadores – O grupo está seguindo uma proposta de Luke Cage de ser mais pró-ativo, quando é convocado pela S.H.I.E.L.D. para deter uma nova e poderosa ameaça.

Ao chegar ao local, o Homem de Ferro tenta dialogar com o que está causando tudo isso, mas é interrompido por Carol Danvers que parte para o ataque.

Capitão América – Junto com Sharon Carter, o Capitão vai a uma pequena cidade investigar uma suposta aparição do Soldado Invernal.

Miss Marvel – Em sua busca para se tornar a principal super-heroína do mundo, Carol vai atrás de uma agência de relações públicas e começa a patrulhar a cidade quando se depara com uma ameaça maior do que pode lidar.

O Sentinela – Em busca de sua verdadeira origem, o Sentinela vai até o covil do Vácuo enfrentar a pior parte de si mesmo.

Positivo/Negativo: Brian M. Bendis começou muito bem esta edição de Os Novos Vingadores. Em vez de abrir com os Vingadores partindo para combater a ameaça misteriosa, ele decidiu começar com o que os heróis estavam fazendo antes de serem convocados pela Diretora Hill.

O conceito de “super-heroísmo de impacto” do Luke Cage é fantástico e este é um personagem que vem crescendo cada vez mais nas histórias de Bendis. É bom ver um herói de segundo escalão, que tinha um uniforme completamente datado, repaginado e funcionando bem, inclusive dentro do principal supergrupo da editora.

A luta em si, que toma a segunda metade da revista, é um pouco óbvia. O Homem de Ferro tenta conversar com o sujeito superpoderoso e a Miss Marvel chega sem saber o que está acontecendo e desce a mão no sujeito. Como ela absorve energia, o resultado é meio imprevisível e fica para a próxima edição.

A estréia de Deodato nos desenhos é uma boa mudança para a revista e para ele mesmo, que agora trabalhará com vários personagens e muitas seqüências de ação, ao contrário dos seus últimos trabalhos, sempre centrados em um herói apenas e, geralmente, sem cenas de grande lutas.

A trama de Capitão América está meio devagar. Abre com Ossos Cruzados e Pecado roubando e matando, depois passa para a busca Capitão e Sharon em uma cidadezinha muito estranha onde Bucky agiu recentemente como Soldado Invernal.

Fica claro que as histórias se cruzam por causa da presença da I.M.A (ou I.D.A.; é difícil saber qual sigla eles estão agora), mas, até o momento, é mais uma trama para armar cenário.

Felizmente, a arte de Mike Perkins, ajudada pelas excelentes cores de Frank D’Armata, conferem um visual muito legal para a revista. Assim, mesmo com a história um pouco parada, vale conferir a edição para apreciar o trabalho desses artistas.

A primeira edição do novo título da Miss Marvel tenta deixar clara a intenção do autor. Será um título com bom humor, ação e muita “conversa de mulheres”. Às vezes, essa receita dá certo, mesmo com o público das revistas de heróis sendo predominantemente masculino.

Com um desenhista razoável, que sabe trabalhar expressões faciais e as pequenas viradinhas de olhos que podem significar um milhão de coisas no universo feminino, vale a pena esperar algumas edições para dizer uma análise mais precisa da revista.

Quando saiu a primeira minissérie do Sentinela, o conceito era interessante. Ao retomar o personagem em Novos Vingadores, Bendis até deu uma explicação razoável e, apesar da atuação no grupo até o momento, até que o herói é um bom recurso.

Mas esta série própria do Sentinela, que termina nesta edição, perdeu um pouco a linha. Houve tantas reviravoltas, que a certa altura nem o leitor nem os personagens sabiam o que estava acontecendo.

Além disso, o final é daqueles que quer dizer tudo e ainda dar um tom poético e deixar uma porta aberta para o vilão voltar e a história começar de novo. Às vezes, isso é exigir um pouco demais de um título.

No geral, não foi uma série ruim, mas, se existisse a opção de não comprar só este título do mix, ele poderia ser classificado como dispensável.

Classificação:

4,0

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