OS NOVOS VINGADORES # 42

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2007


Título: OS NOVOS VINGADORES # 42 (Panini
Comics
) – Revista mensal

Autores: Os Novos Vingadores – Brian M. Bendis (roteiro) Mike Deodato Jr. (desenhos);

Miss Marvel – Brian Reed (roteiro) e Roberto de La Torre (desenhos);

Homem de Ferro – Daniel e Charles Knauf (roteiro) e Patrick Zircher (desenhos);

Capitão América – Ed Brubaker (roteiro) e Steve Epting (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Julho de 2007

Sinopse: Os Novos Vingadores – Em Genosha, o mistério sobre os poderes de Michael são revelados e, com a volta de Magneto, a diretora da S.H.I.E.L.D. terá que decidir se destrói a ilha com os Vingadores nela, ou se confia nos heróis.

Capitão América – A investigação sobre a Corporação Kronos leva Steve Rogers até a Inglaterra, onde irá rever velhos amigos.

Miss Marvel – Carol terá que usar todas as suas forças para derrotar o Cru antes que ele e a Terra explodam.

Homem de Ferro – Com sua mente trabalhando mais rápido do que um computador, Tony Stark precisará reportar sobre suas novas atitudes para Nick Fury.

Positivo/Negativo: Os Novos Vingadores tem sido um título muito bom, mas nesta edição Bendis “chuta o balde”. Mesmo com todas as ressalvas à narrativa do roteirista, ao ritmo agradável que a história está seguindo e à forma como ele prende a atenção do leitor, engolir o retorno do Xorn é complicado.

Para quem não sabe (e obviamente continuaria sem saber, pois nada é explicado na revista), Xorn é um personagem que surgiu na aclama fase de Grant Morrison nos X-Men. O mutante misterioso virou um dos professores do Instituto Xavier até que revelou ser Magneto, destruiu meia Nova York causou um monte de confusão e, no final, foi decapitado por Wolverine.

Depois que Morrison deixou o título, a Marvel deu um jeitinho de desfazer tudo. Então, o Xorn que era o Magneto, na verdade era o Xorn “do mal”, pois o irmão gêmeo bom dele (que tinha o mesmo nome!) apareceu depois em algumas histórias dos X-Men.

Assim, Magneto estava bem, vivo e tranqüilo em Genosha, enquanto Xorn (o mau) foi decapitado ao se passar por ele.

Como se isso não fosse complexo demais, Bendis ressuscita o Xorn mau como uma entidade que está com todos os poderes dos mutantes que viraram humanos depois da Dinastia M e pretende se fundir à Magneto para liderar a raça mutante, ou o que sobrou dela.

Não satisfeito com essa história sem pé nem cabeça, a solução bolada para vencer o vilão foi contê-lo na forma de uma bola de energia que foi arremessada no sol pelo Sentinela. Entendeu? Se não, tudo bem, simplesmente ignore este arco e volte no mês que vem.

Na arte, Deodato está bem longe do seu habitat natural. Desenhando vários personagens em cenários que são mais emanações de energia e fumaça do que qualquer outra coisa, o seu traço detalhista e inspirado em fotos perde muito do charme.

Miss Marvel tem outra edição sem graça, praticamente centrada no combate da heroína com o alienígena. É uma pena, pois o título aparentemente prometia, mas insiste em ficar no mais do mesmo de lutas espaciais.

A volta do Homem de Ferro é outro ponto fraco. É impressionante como um personagem que é um coadjuvante tão legal nos Vingadores e, mais recentemente, no Homem-Aranha possa ser tão difícil de ser trabalhado individualmente.

Depois dessa nova reformulação, em que ele virou um superser, mesmo sem a armadura (como visto em Homem de Ferro Extremis), o personagem teve um arco ruim em Marvel Especial e agora continua com histórias fracas.

Capitão América continua sendo uma análise difícil. Se o leitor olhar a história individualmente, pode achá-la fraca, apesar do desenho bacana. Mas se pensar em toda a construção que Brubaker está fazendo, a trama parece estar muito bem encaminhada.

Vale dizer que faltou algum texto explicativo sobre quem são os personagens que acompanham o Capitão nesta história, pois, apesar de Union Jack ser uma figura relativamente conhecida, mesmo não aparecendo há um bom tempo, Spitfire saiu do fundo do baú.

Classificação:

4,0

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