OS NOVOS VINGADORES # 55

Por Zé Oliboni
Data: 26 outubro, 2009

Autores: Thor (Thor # 3) – J. Michael Straczynski (roteiro) e Oliver Coipel (desenhos);

Os Novos Vingadores (New Avengers # 33) – Brian M. Bendis (roteiro) e Leinil Yu (desenhos);

Capitão América (Captain America # 30) – Ed Brubaker (roteiro), Steve Epting e Mike Perkins (arte);

Miss Marvel (Ms. Marvel # 15) – Brian Reed (roteiro) e Aaron Lopresti (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Agosto de 2008

Sinopse: Thor – Em sua jornada para reconstruir Asgard e reencontrar os deuses, Thor vai até New Orleans. Lá, recebe a visita inesperada do Homem de Ferro, que tem a infeliz ideia de tratar de questões legais com o Deus do Trovão.

Os Novos Vingadores – A situação continua tensa entre os Novos Vingadores. Ninguém pode confiar em ninguém. No meio de toda essa confusão, Wolverine depara com um novo bandido: o Capuz.

Capitão América – Bucky descobre quem é o Caveira Vermelha, mas é tarde demais, pois ele é capturado. Tony Stark também encontra pistas do traidor dentro da S.H.I.E.L.D. e percebe que Sharon foi manipulada.

Miss Marvel – Algo estranho está ocorrendo na IMA. Várias facções da organização estão atrás do tal “Embaralhador G-TAC” e o grupo da Miss Marvel pode estar com um problema maior do que imaginava nas mãos.

Positivo/Negativo: A edição do Thor sozinha justifica a compra desta revista. O retorno do personagem tem se mostrado uma raras situações em que o roteirista se mostra preparado e prova que, com um pouco de criatividade, as histórias de super-heróis podem ser bem divertidas, sem serem pretensiosas.

Mais do que isso, Straczynski está virando a mesa em uma situação que deveria ser irreversível – a morte de Thor e o fim de Asgard – de forma quase poética, como foi mostrada nesta edição, com o belíssimo despertar de Heimdall.

Mas não é exatamente pelo retorno de mais esse asgardiano que a edição será lembrada pelos fãs, nem pela homenagem à devastada cidade de New Orleans, mas sim pela monumental cacete que Thor dá no Homem de Ferro, sem a menor chance de revide.

A cena dos dois é fenomenal. As falas do Thor vão crescendo na medida certa, relembram como Tony Stark o traiu e tomou seu DNA para criar uma abominação – e o milionário ainda ousa falar em amizade!

Enquanto Thor fala, os raios vão aumentando no ar e, no final, a grande moral da história é que Stark só pode ser muito inocente para ir dentro de uma armadura de ferro enfrentar um Deus do Trovão.

Nem dá para dizer que há uma luta, pois Thor massacra o Homem de Ferro. Mas é genial. Além disso, os desenhos de Oliver Coipel engrandecem as cenas, deixando tudo muito mais intenso e emocionante.

Claro que Straczynski tem um grande mérito nesse retorno do personagem, porém, sem o visual criado por Coipel, com suas cenas abertas e expansivas, dificilmente a série funcionaria tão bem.

Capitão América vive um paradoxo. Os fãs comentam tanto o fato de Brubaker ter conseguido manter o título sem o personagem principal, que dá a impressão que não importa o que ele faça na revista, desde que não tenha um Capitão América.

A questão é que há todo um trabalho, um clima de suspense construído desde antes da morte do Capitão, aliás, desde a fase pré-Guerra Civil. Tudo está conectado à volta do Bucky, à ida de Nick Fury para a clandestinidade e outros jogos de espionagem que foram sendo agregados à trama.

Tudo tem um clima tenso, pesado, reforçado pela arte escura, sombria. Ou seja, Capitão América é muito mais que uma revista sem um personagem principal, é uma grande HQ de espionagem extremamente bem narrada. Pena que várias pessoas não enxerguem mais do que o óbvio.

Os Novos Vingadores está em um momento estranho, porém necessário. São situações que até parecem chatas, mas precisam ser mostradas para criar a tensão necessária, o clima de desconfiança de um momento como uma possível invasão skrull. Por isso, a revista precisa passar por algumas edições de “enrolação”.

O que dificulta é a arte confusa e muito suja de Leinil Yu. Mas, para compensar, há a entrada do Capuz. É difícil dizer de que lado ele está, mas depois que o personagem surgiu nas páginas da Marvel Max e participou do chatíssimo Abdução, resta ver o que farão com ele agora.

Fechando a revista, Miss Marvel, que está sem rumo algum. Esta edição sobre as diversas facções da IMA é confusa e chata. Para se ter uma ideia, começa falando do encontro que Carol teve, depois essa trama é totalmente deixada de lado e a heroína chega até a ter alucinações com ela dormindo com o Magnum.

Entender o que se passa na IMA e com o Modoc é surreal, pois todos querem sacanear todos, ninguém tem planos exatamente definidos. Aparentemente, aquela bomba genética é a chave de todos os problemas da organização e seus conflitos internos.

Aaron Lopresti não ajuda. Nem dá para dizer que é culpa dele, mas seu traço é comum e, de tempos para cá, a Marvel o tem sempre jogado em títulos que estão afundando, algo que não deve motivar muito a carreira do artista.

 

Classificação:

4,0

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