OS PODEROSOS VINGADORES # 15

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2005


Título: OS PODEROSOS VINGADORES # 15 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores: Os Poderosos Vingadores – Geoff Johns (roteiro) e Oliver Coipel (desenhos);

Thor – Noite de Fúria – Dan Jurgens (roteiro) e Paco Medina(Arte);

Thor – O dia seguinte – Dan Jurgens (roteiro) e Ben e Ray Lai (arte);

Capitão América – Dave Gibbons (roteiro) e Lee Weeks (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Abril de 2005

Sinopse: Os Poderosos Vingadores – Os maiores heróis da Terra confrontam o responsável pela Zona Vermelha, o Caveira Vermelha.

A presença dos deuses Asgardianos na Terra continua sendo um problema para os humanos.

A volta do Capitão América a uma realidade em que a Alemanha venceu a Segunda Guerra Mundial.

Positivo/Negativo: Apesar da capa medonha, o arco atual dos vingadores começou a apresentar uma discreta melhora.

A presença do Caveira Vermelha, um desenrolar mais ágil dos fatos e a crítica velada à era Bush nos Estados Unidos, sugerindo que o país agora é um ótimo lugar para alguém como o Caveira, começaram a deixar esse arco mais interessante. Os desenhos de Oliver Coipel estão bem, mas poderiam ter sido melhor arte-finalizados.

Thor, apesar de continuar com um certo “mais do mesmo”, que cansa o leitor, teve pontos altos como a conversa do senhor de Asgard com um padre, a presença de Loki instilando os humanos a brigarem, a tentativa de ressurreição feita pelo Deus do Trovão e a sugestão de que um fim para essa saga está bem próximo.

O estilo mais puxado para o mangá de Paco Medina é bem expressivo, eficiente tanto para as ações quanto as emoções. Contudo, a arte mais realista de Ben e Rai parece mais adequada para as histórias de Thor, principalmente considerando os assuntos sérios que vêm sendo tratados por Jurgens.

A aventura solo do Capitão é um acréscimo de qualidade à revista. Apesar de ainda ser cedo para dizer se vai ser um bom arco ou não, este O que aconteceria se… de Dave Gibbons partiu de uma premissa interessante e teve um bom começo. A arte está boa, com uma narrativa interessante, ajudada pelo bom trabalho de cor feito por Dave Stewart.

Os editores brasileiros estão de parabéns por discutirem abertamente na seção de cartas a política editorial de se colocar meias histórias e propagandas nas margens da revista. É ótimo ter esse canal de comunicação, mesmo que ele sirva apenas para os profissionais reafirmarem categoricamente uma certa falta de bom senso perpetuada pelo lema de que “os fins justificam os meios”.

 

Classificação:

4,0

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