OS PODEROSOS VINGADORES # 19

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2005


Título: OS PODEROSOS VINGADORES # 19 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores: Os Poderosos Vingadores – Chuck Austen (roteiro), Oliver Coipel (desenhos da primeira história) e Sean Chen (desenhos da segunda história);

Thor – Dan Jurgens (roteiro) e Scot Eaton (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Agosto 2005

Sinopse: Os Poderosos Vingadores – A luta contra a Gangue da Demolição causou mais estragos que os heróis poderiam esperar e eles terão que lidar com a perda de uma mulher pega no fogo cruzado.

Thor – Thialfi tentará convencer o Deus do Trovão e seu filho de que o mundo que criaram não é tão perfeito assim. E ainda: a história de como Thor foi traído por seu melhor amigo.

Positivo/Negativo: Chuck Austen continua o trabalho de Geoff Johns buscando explorar os Vingadores individualmente, mostrando esses quase deuses como humanos frágeis.

Isso muitas vezes desagrada alguns leitores que buscam uma história de ação, mas o resultado a longo prazo costuma ser bom. Apesar da discussão do relacionamento de Vespa e Jaqueta Amarela ter ficado um pouco mais comprida do que deveria, a forma que todos esses elementos vão se somando para deixar o Gavião Arqueiro frustrado a ponto de ir sozinho se vingar da Gangue da Demolição é bem interessante.

Além dessa linha geral de ação, fica no ar a dúvida se é a misteriosa Kelsey Lieigh que sacrificou sua vida para salvar o Capitão América.

Tanto o desenho de Sean Chen quanto o de Oliver Coipel estão muito bons, inclusive na narrativa. Uma diferença que pode ser apontada entre os dois é que o segundo consegue dar mais intensidade para suas cenas, como a fantástica página 7 mostrando o ataque do Maça sendo detido por Kelsey Lieigh empunhando o escudo do Capitão América.

O editor nacional e o tradutor também merecem os parabéns por resgatarem e detalharem em notas explicativas as várias referências culturais da discussão altamente intelectual entre Maça e Kelsey Lieigh.

Talvez o maior defeito de Jurgens em Thor seja prolongar demais as histórias. Ele cria uma premissa interessante, como a de Asgard governar a Terra no futuro, mas em vez de caminhar com ela, fica dando muitas voltas.

As únicas coisas boas da trama são a caracterização de Magni, príncipe de Asgard, como o jovem impetuoso que Thor foi e a história da traição de Balder que levou à amputação do braço do Deus do Trovão.

Os desenhos são competentes, apesar da opção de não mostrar a cena que seria a mais chocante de todas: o braço de Thor sendo arrancado na luta contra os heróis da Terra.

 

Classificação:

4,0

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