OS PODEROSOS VINGADORES # 20

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2005


Título: OS PODEROSOS VINGADORES # 20 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores: Os Poderosos Vingadores – Chuck Austen (roteiro) e Oliver Coipel (arte);

Thor – Dan Jurgens (roteiro) e Roger Robinson (arte);

Homem de Ferro – John Jackson Miller (roteiro) e Jorge Lucas (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Setembro de 2005

Sinopse: Os Poderosos Vingadores – A Gangue da Demolição vai pagar caro pelo que fez ao Gavião Arqueiro. E ainda: conheça a nova Capitã Britânia.

Thor – Quando o senhor de Asgard se prepara para desfrutar das propriedades restauradoras do Sono de Odin, uma grande traição se revela para acabar com o seu reinado.

Homem de Ferro – Enquanto Stark tenta se adaptar ao novo cargo e suas atribuições com os Vingadores, um segredo do passado ameaça suas duas carreiras.

Positivo/Negativo: Sempre que se cria um personagem novo fica aquela dúvida se ele vai continuar existindo e tendo boas histórias ou se vai para o limbo. Essa Capitã Britânia dá toda a pinta de que não vai durar. Ela tem uma fórmula já batida (salvo as devidas diferenças, pode-se dizer que é uma cópia da origem do Spawn), é a versão genérica de um herói que, apesar de ter tido seus momentos, nunca foi um grande sucesso, além de não ter carisma. Resta esperar para ver.

Agora, se a origem for analisada como uma história apenas, pode-se dizer que não foi ruim. Uma aventura bem ao estilo dos Vingadores, um tanto carregada no drama e no sentimentalismo, sem nada revolucionário, mas que diverte.

Um destaque é a atuação da Vespa. Talvez os anos de convivência com Hank Pym tenham deixado sua personalidade tão instável quando a do ex-marido. Outra coisa que salva a história é a arte de Oliver Coipel, que também não é excepcional, mas funciona bem na revista.

Jurgens continua arrastando a história do futuro dominado por Asgard. Apesar de já estar cansando e ter passado da hora de começar algo novo, ele mostrou alguns pontos interessantes neste número, como os planos traiçoeiros de Loki e a traição de Thialfi. Roger Robinson continua com um bom trabalho.

A volta do Homem de Ferro com o prelúdio de A Queda deveria ser a principal atração da edição, mas está mais para grande decepção. Desde o início dessa fase política de Tony Stark suas aventuras ficaram carregadas de diálogos longos e chatos e com uma crítica panfletária à visão belicista do atual governo norte-americano.

Isso tem dado às tramas o tom sem graça de um debate político. Para completar o cenário, a arte de Jorge Lucas, que já não tem nada particularmente interessante, fica mais inexpressiva ainda com o péssimo trabalho de cor do Studio F.

Além de todos esses problemas, a edição nacional novamente “presenteia” o leitor com as meias histórias. Como já virou costume no título, são quatro HQs e meia neste número. Como matematicamente só caberiam quatro, uma teve uma “quebra forçada”.

Classificação:

4,0

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