OS PODEROSOS VINGADORES # 21

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2005


Título: OS PODEROSOS VINGADORES # 21 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores: Os Poderosos Vingadores – Brian M. Bendis (roteiro) e David Finch;

Homem de Ferro – John Jackson Miller (roteiro) e Jorge Lucas (arte);

Homem de Ferro – Mark Ricketts (roteiro) e Tony Harris (arte);

Capitão América e Falcão – Christopher Priest (texto) e Joe Bennett (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Outubro de 2005

Sinopse: Os Poderosos Vingadores – Um ataque devastador. Uma morte inesperada. E o início do fim para a maior superequipe do mundo. Começa A Queda, que irá abalar para sempre os maiores heróis da Terra.

Homem de Ferro – O impensável acontece quando Tony Stark vira um assassino.

E Capitão América e Falcão são perseguidos pelo governo.

Positivo/Negativo: Alguns podem torcer o nariz, mas, por enquanto, a tão aclamada Queda tornou a edição nacional apenas mediana. Não que a saga do Bendis seja ruim, pelo contrário, ela é excelente, mas os demais títulos estão bem fraquinhos.

Não tem como falar mal de Vingadores – A Queda. O roteiro de Bendis, como sempre, é ótimo, muito intenso, dramático, ágil e com o suspense necessário para deixar o leitor roendo as unhas. Já na primeira edição, ele desfalca e desestabiliza toda a equipe: o Homem-Formiga morre, o Visão segue uma programação antiga de Ultron, ataca os amigos e acaba sendo rasgado ao meio pela Mulher-Hulk, que enlouqueceu novamente.

Como se isso não bastasse, a Mansão é destruída e Tony Stark volta a agir como nos tempos de alcoólico. É preciso uma certa coragem para criar todas essas situações e, muito mais, para mantê-las coerentes. Se continuar assim, realmente será uma das melhores fases da equipe.

Além de tudo isso, a edição foi desenhada por David Finch, com um traço excelente, muito bem cuidado e que consegue passar todas as emoções envolvidas.

Agora, sobre a história e meia do Homem de Ferro há muito para falar mal. Primeiro, a parte que faltou da aventura da edição passada foi uma conclusão sem graça, como toda a passagem de John Jackson Miller pelo título. Pra bater o último prego no caixão, só faltava a arte desleixada e sem ritmo de Jorge Lucas.

Na segunda trama, uma mudança brusca. Mark Ricketts resgata os coadjuvantes tradicionais do herói que há tempos não davam as caras, como Rumiko, Pepper e Hap. Mas a história, um desmembramento do que está acontecendo com o personagem em A Queda, é mais uma daquelas para causar um impacto que certamente será ajeitado depois.

Além disso, o texto é pouco equilibrado, com excesso de piadas sem graça que tiram todo o clima da narrativa. O desenho de Tony Harris apesar de mais caricato e de mostrar uma armadura horrenda, está aceitável. O problema é que seu estilo destoa bastante das emoções que o roteiro pretende passar.

E, finalmente, Capitão América e Falcão, com desenhos muito bons do brasileiro Joe Bennett e uma história que parece interessante. Contudo, por um erro da Panini, ela ficou sem pé nem cabeça. É impossível entender totalmente o que está acontecendo.

Infelizmente, as quatro primeiras edições não foram publicadas e, nesse espaço, surge um Falcão reformulado, um personagem novo e toda uma trama complexa de espionagem. É verdade que há um resumo do que ocorreu, mas ele não informa nada além do óbvio que se pode extrair da leitura desta edição.

 

Classificação:

4,0

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