OS PODEROSOS VINGADORES # 23

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2006


Título: OS PODEROSOS VINGADORES # 23 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores: Os Poderosos Vingadores – Brian M. Bendis (roteiro) e David Finch;

Thor – Michael Avon Oeming e Daniel Berman (roteiro) e Andrea Divito (arte);

Homem de Ferro – Mark Ricketts (roteiro) e Tony Harris (arte);

Capitão América e Falcão – Christopher Priest (texto) e Joe Bennett (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Dezembro de 2005

Sinopse: Os Poderosos Vingadores – Vivendo seu pior momento, os maiores heróis da Terra enfrentam um novo desafio… uma armada kree sedenta de vingança! E a morte de mais um vingador!

Homem de Ferro – Tony Stark contra o Homem de Ferro!

Thor – O Vingador Dourado e o Sentinela da Liberdade vão a Asgard para ajudar o Deus do Trovão!

Capitão América e Falcão – Enquanto o Capitão se preocupa com seu novo relacionamento com a Feiticeira Escarlate, o Falcão tem que continuar se escondendo do governo norte-americano e de traficantes.

Positivo/Negativo: Perto do fim, Vingadores – A Queda mostra a que veio. Até o momento, a história tinha um ritmo lento, tentando apenas chocar o leitor o suficiente para ele voltar no mês seguinte. No entanto, esta edição, com uma luta do começo ao fim e mostrando o grupo sofrendo derrota após derrota, foi muito boa.

Dois momentos precisam ser destacados: o Gavião Arqueiro, que morre lutando, e Fury dizendo para todos os heróis debandarem – no texto em inglês, a fala fica como Disassembled, que é o título original da série.

Os desenhos de Finch realmente são talhados para histórias de ação, nas quais pode fazer ótimas cenas. A única coisa que estraga é que o tom vermelho escolhido para iluminação ambiente às vezes deixa as imagem escuras demais.

Em Homem de Ferro, a coisa começa a desandar. Há um descompasso geral entre o estilo do desenhista e a história. Não que Tony Harris seja ruim. Ele é um artista com estilo próprio, mas mais adequado para um revista de humor, como X-Táticos, e não uma série com pretensões de drama como esta.

Fora isso, a história está fraca, o combate entre os dois Homens de Ferro é sem graça e a participação da Pep e do Happy está sem pé nem cabeça.

Sabe aquela história de pegar o bonde andando e querer sentar na janelinha? É isso que o leitor precisa fazer em Capitão América e Falcão. A história se refere a situações que não saíram no Brasil, pois o primeiro arco foi pulado; tem uma trama pra lá de complicada e acaba sem dar explicação alguma do que está acontecendo.

Além disso, o roteiro consegue misturar duas páginas de discussão filosófica com uma seqüência de filme policial de péssima qualidade. Tudo bem, a trama tem uma ligação com Vingadores – A Queda, mas como não afeta a saga, poderia até ser pulada. Se fizeram questão de publicar, deveriam ter mostrado a história toda.

Os desenhos de Joe Bennett são legais, mas talvez ele devesse pedir ao editor para creditá-lo apenas como desenhista, pois ser chamado de narrador desta história queima o filme de qualquer um.

Thor continua segurando um pouco a qualidade da revista. Apesar de a aventura não evoluir tanto, o leitor reencontra o Thor guerreiro e líder, que há muito não se via.

Com um desenho bem feito e adequado para a série, este arco promete encerrar o título do Deus do Trovão com chave de ouro.

 

Classificação:

4,0

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