PANDEMIA # 2

Por Guilherme Kroll Domingues
Data: 1 dezembro, 2011

PANDEMIA # 2

Editora: Pandemia Studio – Edição bimestral

Autores: El Satiro – Diego Rondon e César A. Carpio (roteiro e desenhos);

Demonio Guardian – Diego Rondon e César A. Carpio (roteiro e desenhos);

Ultima Orden – Pol Rivas (roteiro e desenhos);

Imprevision – José Luis Alvarez (roteiro e desenhos);

No Se – Sheylla Zapana (roteiro e desenhos);

Klaus the Klown – Manuel Gómez Burns (roteiro e desenhos).

Preço: $ 1,50

Número de páginas: 28

Data de lançamento: Agosto de 2010

 

Sinopse

Pandemia é uma revista independente bimestral, que traz um mix de várias histórias de autores peruanos.

Positivo/Negativo

É muito interessante quando se tem a oportunidade de ler uma HQ produzida em outro país. Além de ver materiais feitos em outras escolas, vale pelo exercício de compará-las com o que é feito no Brasil.

Assim, é inevitável fazer um paralelo de Pandemia com as revistas em quadrinhos independentes produzidas por aqui.

Como aqui, o mix parece uma boa opção para viabilizar a publicação. Logo na capa estão creditados seis autores. E, em parcerias ou trabalhos solo, eles assinam as seis histórias da revista.

É muita gente para pouco espaço. Por isso, os autores têm páginas de menos para mostrar serviço demais. E esse é um dos principais problemas do gibi: quando as HQs começam a engrenar, terminam, deixando o leitor insatisfeito.

O mix é bastante inconstante. Há histórias em estilo mangá, outras com influências dos comics, híbridos dos dois estilos, traços mais humorísticos, autorais e até uma fotonovela decalcada. A revista quer cobrir tudo e acaba não cobrindo nada.

Mesmo assim, alguns autores demonstram potencial. Diego Rondon e César A. Carpio assinam as duas primeiras histórias, com estilos bem diferentes. É deles o melhor trabalho da edição: Demonio Guardian, uma HQ de terror erótica bem acabada.

Pol Rivas preferiu uma narrativa de ação e ficção científica em seu Ultima Orden, com um traço mais quadrado e uma trama com muitos dentes rangendo.

Já José Luis Alvarez preferiu beber na fonte dos mangás em Imprevision. O trabalho ainda é amador, tem problemas perspectivas, mas apresenta certa sofisticação nas expressões. Tem bastante a evoluir, mas mostra que pode fazê-lo.

As duas últimas HQs são No Se, de Sheylla Zapana, e Klaus the Klown, de Manuel Gómez Burns. A primeira é apenas uma página dupla, sem uma narrativa efetivamente. Mas o traço é, disparado, o melhor de todo o gibi: mais autoral e com um estilo próprio. Já o do segundo autor é mais puxado para o humor negro.

No geral, Pandemia tem uma boa intenção, mas ainda precisa melhorar muito. Quem se interessar em lê-la, basta fazer o download gratuito no site do grupo.

Classificação:

4,0

• Outros artigos escritos por

.

.

.