Pelezinho – Coleção Histórica # 1

Por Renato Félix
Data: 18 janeiro, 2013

Pelezinho - Coleção Histórica 01 Editora: Panini Comics – Revista quadrimestral

Autores: Estúdios Mauricio de Sousa (roteiro e arte).

Preço: R$ 7,50

Número de páginas: 144

Data de lançamento: Agosto de 2012

Sinopse

Republicação das três primeiras edições da revista Pelezinho.

Positivo/Negativo

A Turma da Mônica – Coleção Histórica foi (e vem sendo) um marco editorial, com a republicação das primeiras edições das revistas Mônica, Cebolinha, Cascão, Chico Bento e Magali. Mas, por melhor que fosse, era uma coleção incompleta. Faltava um título: Pelezinho, que, em 1977, foi a terceira publicação mensal de Mauricio de Sousa na Editora Abril. Pelezinho – Coleção Histórica # 1 completa essa lacuna.

Os motivos giram em torno dos contratos comerciais envolvendo a Mauricio de Sousa Produções e Pelé. O acordo entre as partes incluiu não só esta série de republicações, mas outras envolvendo também revistas de atividades e republicação de tiras, nos moldes da ótima coleção já existente que enfoca a Turma da Mônica.

O formato, no entanto, é diferente da Turma da Mônica – Coleção Histórica, que bimestralmente lança uma edição de cada título, acompanhada de uma caixinha.

Pelezinho – Coleção Histórica # 1 republica três edições originais da revista em uma única edição de lombada quadrada, a cada quatro meses. No lugar das propagandas da época, entram os ótimos textos explicativos (se, no caso da Turma da Mônica, é o roteirista Paulo Back quem os assina, agora é o editor Sidney Gusman).

As histórias seguem o estilo muito particular das criações da MSP do final dos anos 1970, uma transição entre os rostos angulosos do começo e o padrão rigorosamente redondinho adotado na década de 1980.

O traço bem solto e movimentado é usado para narrar tramas que, nesses três primeiros números, se alternam quase unicamente entre o confronto de Pelezinho e seus amigos com bandidos eventuais (situação evitada, hoje, nas HQs da MSP, mas bastante usada na época) ou planos infalíveis dos inimigos do minicraque para roubar sua habilidade ou status (Bolonildo Bolofo, sujeito de bigodinho vestido de bola de futebol e cujo quartel general é uma bola gigante na história O vendedor de bolas, é uma amostra de até onde os roteiristas podiam chegar).

Cercado por personagens muito carismáticos – a maioria saída das memórias de infância com que Pelé abasteceu Mauricio de Sousa e seus artistas – Pelezinho conquista fácil o leitor, mesmo muitos anos depois de ter sido publicado e do próprio rei do futebol estar afastado dos gramados. O maior trunfo dessas HQs é justamente este: não dependem da celebridade que as inspirou. Seu humor inspirado e arte vibrante se sustentam por si só.

Classificação

4,0

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