Plastic Man #1

Por Edimário Duplat
Data: 9 julho, 2018

Plastic Man #1Editora: DC Comics – Revista mensal

Autores: Gail Simone (roteiro), Adriana Melo (desenhos), Kelly Fitzpatrick (cores).

Preço: U$$ 3.99

Número de páginas: 32

Data de lançamento: Junho de 2018

Sinopse

Em busca de preencher lacunas de seu passado, “Eel” O’Brian, o Homem-Borracha, retorna às ruas de sua cidade natal (Cole City), para descobrir como adquiriu os seus poderes.

Entretanto, além de uma chocante origem e um passado turbulento, o atual combatente do crime – que também é gerente noturno de um clube de strip de “super-heroínas” –, acaba dentro de um surreal complô com uma inesperada revelação.

Positivo/Negativo

Criado em 1941 pelo cartunista Jack Cole, o Homem-Borracha integrava o catalogo da extinta Quality Comics e foi um dos muitos personagens da editora comprados pela DC Comics em 1956.

Com seu jeito falastrão e histórias que beiravam ao humor nonsense, foi introduzido ao catálogo da editora como pertencente a uma realidade alternativa de seus principais títulos (Flash, Batman, Superman etc.), vivendo em uma (ou mais) das diversas Terras Paralelas de sua extensa e confusa linha editorial.

Após dois títulos mensais em sua história, o herói ganhou fama nas telas com sua própria série animada, chamada erroneamente no Brasil de Homem-Elástico.

Após os eventos da saga Crise nas Infinitas Terras, que unificou e reformulou o Universo DC, o herói foi readaptado para os novos tempos e teve tímidas inserções na cronologia até o final dos anos 1990, quando foi trazido por Grant Morrison para a formação de sua Liga da Justiça.

Daí em diante, o Homem-Borracha passou a ter um papel de maior importância na editora, ganhando uma nova série mensal – vencedora de um Eisner – e um conjunto de inserções no cenário multimídia infanto-juvenil da empresa.

Apesar do aparente sucesso, a chegada de um novo reinício cronológico – efetuado após a saga Ponto de Ignição – colocou o personagem em mais um limbo editorial problemático, com meras duas participações que foram mais tarde desconsideradas pela própria DC.

Agora, finalmente reestabelecido na cronologia da editora após a saga Metal (publicada atualmente no Brasil pela Panini), o Homem-Borracha ganha nos Estados Unidos uma minissérie em seis edições para recontar a sua origem e dar um gostinho de sua personalidade aos novos leitores.

E, logo na estreia, uma edição que justifica a escolha da dupla criativa, formada pela roteirista Gail Simone e a desenhista brasileira Adriana Melo, para este projeto.

Com uma mistura sóbria de humor e drama policial, Simone cria uma trama que usa positivamente as referências históricas do personagem para deixá-lo em um ambiente perfeito para a sua evolução narrativa, preservando os mesmos conceitos originais que foram concebidos na sua criação.

Dentre bandidos, garotas sedutoras, agentes secretos e mistério, “Eel” O’Brian alterna a sua mente tanto quanto o seu corpo, criando o caos característico que o faz tão querido pela maioria dos leitores de super-heróis.

E para reproduzir bem este caos “ordenado”, Adriana Melo se mostra uma coerente alternativa para a arte. Sabendo se desprender do realismo nos momentos e quadros certos, a desenhista dá vida à surrealidade presente na mente do Borracha, criando uma legitimidade necessária para a revista e o seu próprio protagonista.

Sabendo puxar pelo anzol, Plastic Man # 1 usa bem as suas 25 páginas de quadrinhos e traz uma introdução bem fundamentada, deixando um gostinho de “quero mais” para os próximos números da minissérie.

Classificação:

4,0

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  • Nem me interesso pelo personagem, mas a equipe criativa me deu vontade de conferir a HQ! Tomara que saia aqui no BR!

  • ataulfomfreire

    Imagino a dificuldade que deve ser para desenhar o homem elástico, mas pelas ilustrações que vi a arte ficou excelente!