Providence – Volume 1

Por Audaci Junior
Data: 10 novembro, 2017

ProvidenceEditora: Panini Comics – Série em três volumes

Autores: Alan Moore (roteiro), Jacen Burrows (arte) e Juan Rodríguez (cores) – Originalmente em Providence # 1 a # 4 (tradução de Hector Lima e Levi Trindade).

Preço: R$ 62,00

Número de páginas: 176

Data de lançamento: Maio de 2017

Sinopse

Nova York, 1919. Robert Black é um repórter que há pouco tempo encontrou seu próprio lugar no mundo. O súbito suicídio de uma pessoa querida o conduz por uma estrada misteriosa, na descoberta do lado sombrio dos Estados Unidos. É uma estrada sinuosa, labiríntica. É a estrada para Providence.

Positivo/Negativo

Quais os segredos que o mundo esconde? HP Lovecraft (1890-1937) marcou e marca gerações de leitores e escritores pela sua forma peculiar de horror, inominável e de proporções cósmicas. Ele puxa o fiapo da tapeçaria da realidade e descortina um universo totalmente afastado do “rotineiro”.

Norte-americano nascido em Providence, Rhode Island, Lovecraft muitas vezes escondia as feições monstruosas do horror para, literalmente, rasgar a realidade com esse mundo oculto que poucas pessoas testemunharam existir.

A abertura de Providence, a epopeia de Alan Moore em que o mago inglês tira o chapéu para a obra de Lovecraft, mostra exatamente isso: o amante de um jornalista despedaça a escrita representada em cartas para mostrar ao leitor o mundo, mas não necessariamente o “real” ou o que será revelado sutilmente com conexões misteriosas.

“Você parecia atravessar por entre meras palavras até chegar à realidade que existe entre elas”, relata uma passagem da carta, fazendo ponte com outras interpretações, algo bem corriqueiro no estilo de Moore.

Página de Providence

Robert Black trabalha num jornal, mas o que ele quer mesmo é ser escritor. Sua obra mais gananciosa é ir atrás dessa América oculta. E o ponto de partida é a cosmopolita Nova York pós-Primeira Guerra Mundial.

Basicamente, cada capítulo (de 12, no original) usa como referência motriz um dos escritos lovecraftianos. É preciso ter lido essas obras? Para uma maior compreensão do que está se passando a resposta é afirmativa, porém o posicionamento do leitor que nunca conferiu uma linha da mitologia do escritor vai se identificar com o protagonista, também perdido em meio às referências de lugares, personagens e situações que não são necessariamente iguais ao que aconteceram nos contos e livros.

É uma experiência bastante parecida com a saga da Liga Extraordinária, na qual Moore coloca várias referências literárias, mas isso não implica que o leitor seja obrigado a conhecê-las para degustar a trama. Mas isso ajuda na maior apreciação da complexidade do todo.

Ao mesmo tempo, para quem está curioso para desbravar mais a fundo essa América oculta, basta garimpar nas coletâneas e livrarias as principais referências bibliográficas de cada avanço na pesquisa de Black.

Como base para o capítulo de estreia, intitulado O signo amarelo, Moore utiliza o Ar frio, conto de horror em que se nota claramente a influência de Edgar Allan Poe (1809-1849) e que foi escrito em 1926 e publicado dois anos depois.

O conto chegou a ser adaptado por Bernie Wrightson (1948-2017) e foi lançado por aqui na segunda edição da Kripta (RGE), em 1976, e posteriormente relançado em As melhores histórias da Kripta, em 1979.

KriptaKripta

Para se ter uma ideia da insanidade das entrelinhas da narrativa, basta começar a esmiuçar as referências já no primeiro quadro, no qual são reveladas partes da carta de Robert Black para Jonathan Russell – também conhecido como Lillian “Lily” Russell.

Na carta é mencionado o escritor francês Joris-Karl Huysmans (1848-1907), pertencente ao movimento do Decadentismo, autor de Às Avessas (1884), o tal livro “venenoso” de capa amarela a que se refere Oscar Wilde (1854-1900) em O retrato de Dorian Gray; Là-bas (1891), que toca nos temas de satanismo e magia negra praticada na Paris contemporânea; e La Cathèdrale (1898), obra de “redenção” que faz parte de uma trilogia após a sua conversão ao catolicismo.

Após o primeiro quadro, poucas páginas à frente, a cor amarela é tocada novamente dentro da redação do New York Herald, jornal que realmente existiu entre os anos de 1835 e 1924. Em 1845, foi considerado o diário mais popular e rentável nos Estados Unidos.

Na ocasião, o editor acusa o magnata da imprensa William Randolph Hearst (1863-1951) de “arrastar o jornalismo para a sarjeta”. Rival de Joseph Pulitzer (1847-1911), Hearst é a personalidade controversa, em que o clássico cinematográfico Cidadão Kane (1941), de Orson Welles, foi inspirado.

Moore não o cita apenas por citar, já que Hearst é um dos responsáveis por cunhar o mau jornalismo com a expressão “yellow journalism”, apenas para aumentar sua circulação com bases nada éticas.

A denominação foi criada principalmente pela “queda de braço” entre Hearst e Pulitzer por causa do Yellow Kid, famoso personagem de Richard F. Outcault (1863-1928), equivocadamente apontado como o pioneiro das histórias em quadrinhos.

Deixando de lado esses pormenores cromáticos, o roteirista une a sua ficção com a dos outros apontando que a fictícia obra denominada Sous le Monde inspirou diretamente o Rei de Amarelo (1895), de Robert W. Chambers (1865-1933), contemporâneo de Lovecraft.

Na realidade de Providence, existe a legalidade das câmaras de gás na história que faz parte do livro de Chambers, O reparador de reputações, assim como leitores que ficam loucos ou até se suicidam quando leram a obra.

Página de Providence

O reparador… se passa no futuro (originalmente, foi lançado em 1895), nos anos 1920, quando os Estados Unidos se tornaram uma potência militar após vencer uma guerra contra a Alemanha. As tais câmaras eram uma medida adotada pelo governo para ajudar os numerosos candidatos a suicida a encontrarem seu fim de forma limpa e organizada.

Chambers descreve as fachadas desses lugares ornadas por esculturas que representam as Moiras, três entidades da mitologia grega que determinam a duração da vida dos homens. Também são chamadas de Parcas (na mitologia romana) e Fates (dai o termo “fatalidade”).

Lembrando que os roteiros de Moore são minuciosamente detalhados, com páginas e mais páginas de descrições e referências para fazer também enlouquecer o ilustrador quando faz a leitura.

Muito dos pormenores visuais colocados nos quadrinhos podem partir tanto de particularidades vistas na prosa das obras referenciadas, como na vida real, costumes ou geografia daquele período, a exemplo das autênticas propagandas da época. Nada é desenhado de forma gratuita. Novamente é o entrelace entre a realidade e ficção.

Há comentários sobre o Tratado de Versalhes, a Revolução Russa, a greve de atores em Nova York (imagens abaixo), o sufrágio feminino, a vigência da Lei Seca, dentre muitos outros fatos. E também referências sobre psicologia junguiana, elementos gnósticos e cabalísticos (a Árvore de Vida Cabalística aparece em vários momentos).

Página de Providence

As falas ou expressões também entram na jogada. “Se a providência permitir”, “Ele me dá calafrios” (em referência ao Dr. Alvarez, análogo do Dr. Muñoz, um médico que era morto-vivo e precisava de temperaturas abaixo de 0º para conservar seus órgãos em Ar frio), “fruto verde” (no segundo tomo, referindo-se a crianças de O Horror em Red Hook), “peixe fora d’água” ou “homens do mar” (no terceiro ato).

Isso coloca no pacote o nome do protagonista. Em determinado momento deste volume, Robert Black é confundido com Robert Block (1917-1994), escritor de Psicose (1959) que foi influenciado e homenageado por Lovecraft por meio de um de seus personagens, o Robert Blake.

Outra curiosidade é que tanto o fictício Black quanto o verdadeiro Block vieram de Milwaukee, Wisconsin, a mesma cidade de Jeffrey Dahmer (1960-1994), o assassino em série retratado em Meu amigo Dahmer, lançado este ano no Brasil pela Darkside Books.

Ainda na seara dos jogos de palavras (em algumas ocasiões, uma dor de cabeça para os tradutores adaptarem), há os termos “secretos” por meio de gírias entre a comunidade homossexual por causa do medo de discriminação. Aqui, cabe um parêntese também para elogiar a adaptação caligráfica da quadrinhista Germana Viana (de Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço) para a edição.

Para se ter uma ideia de como era perigoso se expor para a sociedade, basta recapitular que ser gay nos Estados Unidos era considerado crime em quase metade dos estados do país até meados da década de 1990 (em mais de 50 países ao redor do mundo, ainda é). Foi nessa época, inclusive, que a Organização Mundial de Saúde excluiu o “homossexualismo” da sua lista de distúrbios mentais.

Um exemplo é visto no álbum O Quinto Beatle: até 1967, a Inglaterra aplicavam leis que coibiam severamente a homossexualidade, inclusive com castração química. Oscar Wilde, um dos homenageados por Moore aqui, também foi preso por causa da sua sexualidade.

Deve-se ficar atento também às outras camadas metafóricas colocadas nesse universo oculto da América, que vai além do fantástico. Muitas vezes, Black encara perguntas ou conversas convencionais, mas existe um mundo que não deveria estar preso aos grilhões do conservadorismo sexual.

No segundo capítulo, o leitor é apresentado a Tom Malone, detetive que vive no condado do Brooklyn. Com isso, Moore já aponta para a obra O Horror em Red Hook (escrito em 1924, mas publicado em 1927, época em que o escritor se mudou para Nova York), na qual o oficial persegue Robert Suydam (que é citado no primeiro tomo e aparece neste), um estudioso que enlouqueceu e arregimentou uma seita nas partes miseráveis do bairro Red Hook, um local cheio de imigrantes.

Além de brincar com os conceitos originais das obras, há a liberdade de se aclimatar com as ideias de Lovecraft. Um exemplo é sugerir que Malone seja apropriadamente homossexual.

Novamente por intermédio da mistura de ficção e realidade, note que o trabalho do nunca citado Lovecraft é “real” dentro desse universo. Outros como Chambers e Poe ganham menção realmente como autores de obras. Assim, Moore faz toda a mitologia do escritor ser “desconhecida” pela massa no seu universo, pois se trata justamente da América Oculta que o protagonista tanto busca.

Seguindo as regras, por isso que o proibido e raro Livro da Sabedoria das Estrelas, obra na qual Black está caçando, é um análogo para o Necronomicon, o famoso grimório “inventado” por Lovecraft.

Bem mais sutil do que o Neonomicon, outra obra inspirada em Lovecraft e lançada pela Panini em 2012, Providence ganha mais tensão no terceiro ato, ligado ao livro A sombra de Innsmouth (compilado em 1936) e com sequências remetendo ao conto O terrível ancião (1921).

Relacionados a seres aquáticos e à crença pagã da Ordem Esotérica de Dagon, o mago inglês vai além da falta de perspicácia (ou de credulidade no fantástico) de Robert Black e coloca o leitor mais a par com os panfletos que o protagonista anexa no seu diário/caderno de notas, mas não chega a ler (isso ele revela nas suas anotações).

Assim, o leitor – principalmente o que não conhece nenhuma linha de Lovecraft – fica sabendo de determinados assuntos ou acontecimentos que empalideceriam o inocente Black. Isso é corriqueiramente constatado, inclusive na viagem de ônibus no final desse capítulo.

Por fim, o último tomo deste volume traz fortes influências de O Horror de Dunwich (1929), no qual no sombrio povoado de mesmo nome nasce uma estranha criança. Criada pela mãe albina e o avô que tem fama de bruxo, com a identidade do pai sendo “desconhecida”, ela cresce de forma bem mais rápida do que o convencional.

O que parece, a princípio, um erro de impressão nos balões na primeira de abertura desse capítulo, na verdade é Moore fazendo um amedrontador flashforward na visão de um dos personagens.

Página de Providence

Voltando às sempre presentes anotações de Black, é interessante notar como ele, cético, justifica determinados episódios, fenômenos ou supostos sonhos. É quase como uma ida ao consciente do personagem, que também coloca no papel ideias para contos e traça um ensaio sobre estilo literário, criar elementos sobrenaturais para serem críveis ou analisar a escrita de Poe, dentre outros.

A edição da Panini tem capa dura, papel couché de boa gramatura e impressão, além das capas originais temáticas desses primeiros números. Dentre os detalhes editoriais, é estampado nas folhas de guarda do volume um mapa da Providence, Rhode Island, onde HP Lovecraft nasceu e viveu a maior parte de sua vida.

Rasgando o véu da ignorância, é aconselhável a quem nunca leu Lovecraft ter essa primeira experiência de Providence sem saber realmente nada. Assim, o leitor terá certa empatia por Black, o curioso “peixe fora d’água”.

Quando for atrás das obras nas quais Moore se baseou, pode correr o risco do roteirista ter feito sua magia e arregimentar mais fãs de Lovecraft pelo Brasil, evangelizando a mitologia de terror que tanto é apreciada mundo afora.

Classificação:

5,0

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Compre Providence

• Outros artigos escritos por

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  • Cassiano Cordeiro Alves

    Quando o bolso sarar, certamente vou comprar. Se Neonomicon já foi bom, Providence deve ser muito mais espetacular. E ainda há quem chame Grant Morrison de “Deus” e reduza Alan Moore a um “velho rabugento que não fez nada demais fora da DC…”. Perdoai-os senhor!

    • Homem Simpson

      Iconoclastas, como Alan Moore, servem para mostrar que o Imperador que tantos adoram está nu.

    • Rafael Soares Duarte

      Vale cada centavo.

    • Master Dirty

      Moore fecha com chave de ouro o que ele começou em “The Courtyard”, continuou em Neonomicon e termina de forma brilhante em Providence… Fora que o começo lento, quase enfadonho, vai crescendo o sentimento de que tem algo errado com o interior da América, com os híbridos dos deep ones circulando pelas cidadezinhas como se fossem humanos, e o Carcosa que aparece no final pra fechar a narrativa terminando por horrorizar qualquer um com aquele final com a agente do FBI grávida dando à luz ao monstro que vai ser o Cthullu…

      O Morrison tinha que fazer muito, mas muito mais do que fez, e se retratar com o Moore por tê-lo acusado de plágio em Watchmen por causa do Superfolks, que convenhamos, não tem nada a ver com a obras prima… Mas parece que ele prefere acusar e soltar a franga do que mostrar alguma coisa minimamente superior à Promethea, Providence ou Top Ten (isso pra ficar nos mais atuais do barbudo de Northampton)

      • FINASTERIDO

        Grant faz barulho, Moore faz pensar

      • James Howllet

        Poxa, valeu mas…Num precisava soltas estes spoilers…

    • James Howllet

      Aí vc tocou em alguns…”pontos” essenciais para entender PARTE do público leitor e uma IMENSA quantidade de “comentaristas de internet”.
      Já que não conseguem controlar os dedinhos, deveriam minimamente se dedicar ao essencial: ler. Principalmente, neste caso, aos autores citados. Mas ajudaria sobremaneira fazer uma leitura intertextual das obras, como sugerido pelo belo review do Audaci. Ah… Não atrapalharia em nada ir atrás da rica história dos comics (e assemelhados) nos últimos 50 anos. Tenho certeza que os menos mascarados iriam ficar constrangidos com a enormidade de bobagens despachadas.

  • Thiago Nascimento

    Mais que uma resenha, esse texto do Audaci é um verdadeiro tratado sobre a obra do Moore e, por extensão, do Lovecraft. E a HQ é espetacular, como quase tudo que o velho mago produz.

  • Samuel Bono

    Matéria muito bem feita, eu já li e essa pesquisa que você fez, para ler antigas histórias ajuda bastante. Valeu Audaci.

  • FINASTERIDO

    Comprei os três volumes americanos da AVATAR. Sempre gostei do estilo do Moore, mas obviamente há materiais melhores do que outros. PROVIDENCE é dos melhores, porque o inglês parecia muito inspirado em fazer um trabalho cheio de nuances, e muito bem desenhado por Jace. Ao contrário de Grant Morrisson, que parte de uma ideia simples para a construção de ‘monstruosidades’ herméticas, como soldados da vitoria ou seus multiversos cheios de formas e vazios de conteúdo, Moore parte de algo difícil, como Lovecraft, para construir uma história que envolve do princípio ao fim pela densidade dos personagens, pela (des)construção do tempo e até da própria realidade. Você nunca leu Lovecraft? não faz falta alguma, porque para quem leu haverá sempre alguma comparação com os contos originais, que apenas serviram de base, e nada mais. PROVIDENCE não é sobre Lovcraft, é para Lovecraft, e para leitores de quadrinhos que não se interessam mais por sagas infinitas e crossovers totalmente dispensáveis da Marvel e DC. A edição da PANINI é ainda melhor do que a original. Portanto, como diria o sábio Didi Mocó “aguarde e confie”, porque o mistério em PROVIDENCE e as situações que remetem aos melhores episódios de Além da Imaginação vão se aprofundar, e muito, no volume 2… ah, e no 3…. (não, sem spoiler).

  • comprarei por ser tratar de Moore, autor que aprecio e confio, quase sempre; porém se fosse apenas por H P Iovecraft, eu rasgaria essa obra;
    as vezes em que Moore cedeu seu gênio a um escritor menor como H P Iovecraft, deu momentos duvidosos como aqueIe finaI de Go´tico Americano, com a variante de CthuIIu fazendo perguntas ou o pro´prio finaI de Watchmen com o poIvo gigante no centro de Nova York!

    Iovecraft é chato, cheio de adjetivos repetitivos em seus textos, e um monstro gigante que sai do mar nunca será tão maraviIhoso quanto um corvo, esse sim, é horror e medo, profundo e grave, sinistro e pesaroso!

    já as criaco~es de Iovecraft são banais, pretensiosas e enfadonhas!
    frutos de um individuo reprimido, racista e maI escritor!

    • James Howllet

      “(…)as vezes em que Moore cedeu seu gênio a um escritor menor como H P Iovecraft (…)”

      Bacana demais.

      Preciso ler mais Lovecraft. Completei por enquanto 1/3 do tijolão lançado pela Martin Claret mas, por enquanto, não vi nada demais. Aliás… até em contos curtos o cara é enfadonho (embora não seja uma regra o oposto).

      Só não concordo com você quando assinala que os defeitos de escritor do Lovecraft são por conta dessas características pessoais do cara. Infelizmente a fila de indivíduos talentos ou geniais com traços semelhantes de personalidades é imensa. Em alguns casos os aspectos narcísicos e auto repressores ( não sempre e nem necessariamente relacionados) funcionaram que foi uma beleza no processo criativo.

  • James Howllet

    Parabéns Audaci,baita critica.

    Foi nos pontos que tornam necessário a existência desse ofício. Informando, educando, fazendo relações e assinalando detalhes que passariam (vários a mim) despercebidos. Assim, torna a leitura de quem for atrás ainda mais rica e gratificante.