RASL – VOLUME 2

Por Igor Toscano
Data: 1 dezembro, 2010

RASL - VOLUME 2

Editora: Cartoon Book – Edição especial

Autor: Jeff Smith (roteiro e arte). Publicada originalmente em Rasl # 4-7

Preço: US$ 15,00

Número de páginas: 120

Data de lançamento: Maio de 2010

 

Sinopse

Os segredos da Tecnologia de Rasl e seu passado misterioso são revelados quando um misterioso desconhecido com cara de lagarto começa a matar a namorada do ladrão de arte em múltiplos universos.

O estranho sabe que Rasl trabalhava para o complexo militar-industrial em um projeto cujo codinome é “The St. George Array”, e acredita que ele roubou os segredos que podem desvendar o poder do universo.

Positivo/Negativo

A segunda parte da esperada nova minissérie do autor de Bone não começa com interlúdios, flashbacks ou cenas futuras. Ela continua exatamente de onde parou, no primeiro volume. Assim, o que iniciou lento, com um ritmo de apresentação e estabelecimento dos personagens, se transforma numa complexa trama de intriga, segredos, ciência e destino/acaso.

Neste volume, Jeff Smith explora mais a fundo sua pesquisa científica para criar o pano de fundo da trama. Ao final, há até uma breve bibliografia e filmografia para quem se interessar pela fascinante pesquisa de Tesla ou pela possibilidade de mundos paralelos, tema central da história.

Também se intensificam as relações do leitor com o protagonista e seu antagonista. Novas partes do passado de Rasl e de Maya vêm à tona. Os limites da crueldade de Sal começam a ser apresentados. E esquenta a relação entre Rasl e Uma, funcionária do museu que é idêntica a sua amada, mas que pode ser apenas uma versão dela do multiverso.

E há, claro, o consagrado MacGuffin: os famosos jornais perdidos de Tesla, tão procurados por Sal, que teoricamente são capazes de responder definitivamente como Rasl consegue fazer suas viagens.

O ponto forte deste segundo encadernado é, mais uma vez, a narrativa, sempre propondo novas perguntas a cada resposta que é aparentemente gerada. O traço, muito bem feito, surpreende em algumas cenas mais fortes.

Além disso, claro, há a pesquisa que Jeff Smith coloca de maneira tão interessante na narrativa. Para explicar as viagens de Rasl, ele relaciona experimentos da marinha realizados na década de 1940, fenômenos luminosos na Sibéria no começo do século e o estudo do magnetismo de Tesla.

O defeito mais grave de Rasl é sair de maneira tão lenta. Ler a história toda numa tacada só acrescenta muito à história e valoriza o ritmo que o autor impõe na trama.

O álbum, assim como o primeiro volume, possui um tamanho maior que o americano, miolo em preto e branco e lombada canoa. Eis uma boa pedida para as editoras brasileiras em busca de bons materiais.

Classificação:

4,0

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