Rei Emir Saad – O Monstro de Zazanov

Por Igor Toscano
Data: 2 março, 2012

Rei Emir Saad - O Monstro de ZazanovEditora: Leya / Barba Negra – Edição especial

Autor: André Dahmer (roteiro e arte).

Preço: R$ 34,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Novembro de 2011

Sinopse

Coletânea das melhores tiras do Rei Emir Saad, publicadas originalmente no portal G1, pela primeira vez em papel. É o sexto livro do autor.

Positivo/Negativo

André Dahmer sempre se destacou por seu humor cáustico. Seja com os Malvados, a série Quadrinhos dos Anos 10 ou neste volume do Rei Emir Saad, a piada está na sociedade, cada vez mais dominada pelo “politicamente correto”, algo que o autor abomina.

As tiras contam a história do déspota Emir Saad, ou o bom Emir, um tirano sanguinolento, capaz de matar e torturar para se perpetuar no poder, sem perdão, seja para mulher ou criança.

Apesar de toda a maldade e violência no texto, as tiras são graficamente muito “limpas”, o que ameniza bastante as situações e até ajuda no tom cômico do livro. Acrescentando a acidez do autor e o fato que ele não perdoa nada: religiões, crenças, juventude, internet, jornalistas, liberdades e direitos individuais. Tudo acaba sendo satirizado e ridicularizado.

O leitor ri de Emir porque acaba rindo da própria hipocrisia que permeia a sociedade. O tirano é toda autoridade que nós mesmos colocamos no poder.

E, diferentemente dessa onda de “humor politicamente incorreto” insurgente, típica de tantos humoristas de destaque no País, que fazem piadas apenas para ridicularizar, sem propósito, Dahmer sabe impor ao seu texto a sátira. Suas críticas contundentes dão ao seu tramalho uma ironia amarga. Não espere gargalhar com as tiras, mas sim pequenos sorrisos com gosto ruim, capazes de invocar reflexões sobre o poder e os preconceitos.

A edição da Leya / Barba Negra possui um formato pequeno e quadrado, conveniente para o formato das tiras. O livro possui uma capa cartonada, com orelhas grandes, do mesmo tamanho da capa externa, o que confere volume e rigidez. Pena que faltaram extras para a obra. Um texto introdutório ou informações sobre o autor seriam um acréscimo interessante.

Além disso, a editora vacilou ao deixar passar duas tiras repetidas, nas páginas 30 e 33.

Classificação

3,5

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