SELEÇÃO TEX E OS AVENTUREIROS # 1

Por G. G. Carsan
Data: 1 dezembro, 2005


Título: SELEÇÃO TEX E OS AVENTUREIROS # 1 (Mythos
Editora
) – Revista bimestral
Autores: Tex – Guido Nolitta (texto) e G. Letteri (arte);

Nathan Never – Antonio Serra, Michelle Medda e Giuseppe Vigna (texto) e Roberto De Angelis (arte);

Mister No – Guido Nolitta (texto) e Roberto Diso (arte);

Martin Mystère – Alfredo Castelli (texto) e Lucio Filippucci (arte);

Dylan Dog – Tiziano Sclavi (texto) e Giampiero Casertano (arte);

Nick Raider – Cláudio Nizzi (texto) e Corrado Mastantuono (arte);

Zagor – Guido Nolitta (texto) e Galiano Ferri (arte).

Preço: R$ 15,90

Número de páginas: 272

Data de lançamento: Fevereiro de 2005

Sinopse: Seleção Tex e os Aventureiros é uma publicação idealizada pela Mythos, no formato italiano (21 x 16 cm), para apresentar aos seus leitores as histórias curtas dos vários personagens da Bonelli, lançadas na Itália em diversas mídias e eventos culturais.

Tex – Aventura no Caribe é uma história dos velhos tempos, deixada para trás por outras editoras, que conta como foi a viagem de Tex e seu filho Kit, quando retornavam do Panamá (Tex # 163 a 165), a bordo de um navio pelo Golfo do México e se envolveram num caso político-fantástico. Um grupo de jovens rebeldes quer tomar o poder de uma ilha perdida no golfo, mas uma família de monstros pré-históricos está clandestinamente no porão e pode matar todos os homens. 191 páginas de muita ação e reviravoltas.

Nathan Never – O nome mais conhecido da Agência Alfa trava uma Guerra contra a Yakuza, a máfia japonesa. Mas aqui, em 14 páginas, seu assistente falastrão é incumbido de contar uma aventura a um jornalista, e ele inventa uma história na qual é o herói que salva Nathan das mãos dos bandidos, invertendo os papéis.

Mister No – Uma trama diferente do que os fãs se acostumaram, pois faz parte da série de seis histórias curtas O Herói que não está no Gibi, nas quais um passageiro faz o trajeto entre duas cidades italianas sempre sentado ao lado de uma bela jovem, que curte um gibi diferente de um personagem bonelliano. Como a garota não lhe dá bola, o rapaz se imagina na pele do herói da vez. O nome do episódio é A Porta Negra.

Martin MystèreMinas e Latinhas é um aprendizado para crianças e jovens sobre a limitação dos recursos naturais da Terra e por que devem dizer não ao desperdício. O Detetive do Impossível estrela esta aventura de 17 páginas, de cunho ecológico, sem perder a pose.

Dylan DogO que será Horror na visão de Dylan? traz 14 páginas em que qualquer leitor conseguirá entender as loucas aventuras do personagem. E atenção para as páginas 244 e 245. É possível que aqueles de coração fraco nunca mais consigam dormir.

Nick Raider – O policial conta em oito páginas uma aventura em que perseguiu um ladrão e passou por uma situação constrangedora, pois saiu do banho enrolado numa toalha e foi parar no quarto de uma senhora, cujo marido tinha como qualidade principal o ciúme. Imperdível!

Zagor – 14 páginas de uma história muito antiga do Espírito da Machadinha, datada de abril de 1967. Zagor ajuda Smiling Joe, um homem atormentado pelo passado a se livrar de seus dois cruéis inimigos.

Positivo/Negativo: Há muito tempo os leitores solicitavam à Mythos uma revista compilando aventuras curtas dos personagens da Bonelli, mas não havia acordo entre as editoras. Até que, depois de muita insistência, fechou-se um acordo comercial.

A proposta é apresentar sempre uma história longa e completa de um dos personagens e outras curtas com os demais. A série está programada para seis edições, mas poderá ser prolongada, dependendo apenas da aceitação do público.

Por serem curtas, as histórias cumprem bem o objetivo de introduzir o leitor no mundo dos personagens, mostrando nuances nunca antes vistas ou imaginadas, algumas muito hilárias e curiosas.

A capa traz um desenho grande assinado por Galep, criador gráfico de Tex, e pequenas artes dos outros personagens numa coluna, na extremidade esquerda.

Na página 3, um editorial apresenta a publicação. Entre as histórias estão informações sobre cada uma, situando os leitores com dados técnicos e históricos dos referidos personagens.

Os desenhos obedecem ao padrão bonelliano, sem fugir em nada. Os roteiros são rápidos e inteligentes, permitindo uma leitura dinâmica e prazerosa.

O número 3 deve estar prestes a chegar às bancas, mas os leitores podem adquirir os números atrasados escrevendo para os contatos existentes nos expedientes das revistas Mythos.

É um prazer garantido para iniciantes no mundo dos fantásticos personagens Bonelli e uma boa dose de recordações para aqueles que há muito se acostumaram com almanaques Disney.

 

Classificação:

4,0

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