Showcase Presents Legion of Super-Heroes – Volume 01

Por Marcus Vinicius de Medeiros
Data: 27 janeiro, 2012

Showcase Presents Legion of Super-Heroes - Volume 01Editora: DC Comics – Edição especial

Autores: Otto Binder, Jerry Siegel, Robert Bernstein, Edmond Hamilton (texto), Al Plastino, Curt Swan, George Papp, Jim Mooney, John Forte (desenhos) e Stan Keye, Sheldon Moldoff, George Klein, John Forte, Al Plastino e George Papp (arte-final).

Preço: US$ 16,99

Número de páginas: 552

Data de lançamento: Abril de 2007

Sinopse

Encadernado reunindo as primeiras histórias da Legião dos Super-Heróis em ordem cronológica.

Positivo/Negativo

A Legião dos Super-Heróis surgiu em Adventure Comics # 247, de 1958, quando três adolescentes misteriosos apareceram em Smallville convidando o jovem Clark Kent para uma jornada mil anos no futuro. Nessa história, escrita por Otto Binder e ilustrada por Al Plastino, Cósmico, Moça de Saturno e Rapaz-Relâmpago convidaram o Superboy a ingressar na maior equipe de heróis do século 30, e depois armaram uma pegadinha para ele.

A sugestiva imagem de capa da edição representa o momento em que eles “reprovam” o Garoto de Aço. Contrariando as expectativas da própria DC Comics, a Legião dos Super-Heróis logo caiu no gosto do público, passando a ocupar um posto fixo de histórias no título Adventure Comics, para depois conquistar série mensal própria e um número crescente de fãs devotados.

Esta edição em preto e branco reúne 38 edições das revistas Adventure Comics, Action Comics, Superboy, Superman e Superman’s Pal Jimmy Olsen, possibilitando uma viagem no tempo inesquecível.

Assim como a cidade engarrafada de Kandor, os criminosos da Zona Fantasma e a Fortaleza da Solidão, a Legião dos Super-Heróis é parte da rica mitologia do Superman que foi construída durante a Era de Prata dos quadrinhos, sob a supervisão de Mort Weisinger.

O conceito irresistível de adolescentes do futuro inspirados pelas lendas do Superboy apresentava potencial sem limites para boas histórias, e o traço elegante de artistas como Curt Swan e Al Plastino tornavam suas aventuras ainda mais especiais. Os diferenciais da Legião em contraste com outros títulos da época eram a grande variedade nos superpoderes dos protagonistas, a ambientação futurista e o clima de um “clube de heróis” em oposição a uma organização de combate ao crime. Logo as eleições para líder e os torneios para eleição de novos membros se tornaram marca registrada da série.

Neste encadernado, há desde as mais ingênuas narrativas até momentos dramáticos que ressoam até hoje nas histórias da Legião. Se numa trama as legionárias caem apaixonadas por Jimmy Olsen, a seguir se vê os membros da equipe sendo sistematicamente assassinados por um vilão misterioso. Essa alternância entre diversão sem tantas consequências e situações um pouco mais “pesadas” é mais um charme das aventuras do período.

Como ainda estavam muito ligadas ao Superboy, as histórias iniciais giravam em torno do jovem Clark Kent, caso de Superboy´s Big Brother, que introduziu o legionário Mon-El, e Lana Lang and The Legion of Super-Heroes, sequência de confusões amorosas com a garota. Já os contos posteriores se relacionam mais ao Século 30 e lidam com ameaças maiores, como o Senhor do Tempo, legionários traidores e até um inesperado motim.

Jerry Siegel, cocriador do Superman, colabora com diversas histórias que estão entre as melhores de sua carreira, envolvendo elementos da mitologia do planeta Krypton e de Smallville.

Muitos dos elementos presentes nessas histórias originais da Legião dos Super-Heróis repercutiram em autores modernos, como Paul Levitz, Keith Giffen e Mark Waid. Há, por exemplo, a Legião dos Heróis Substitutos, um grupo de rejeitados com poderes que decidem ajudar secretamente os legionários oficiais em missões arriscadas.

Um dos conceitos mais ridículos dos quadrinhos de super-heróis – e, para alguns leitores, também um dos mais adoráveis -, a Legião dos Superanimais de Estimação, também faz sua estreia como arma de emergência dos heróis, reunindo Krypto, o Supercão, Raiado, o Super-Gato, Beppo, o Super-Macaco, e Cometa, o Super-Cavalo. É o tipo de ideia que funcionava perfeitamente numa época em que as crianças eram o público principal do gênero, simbolizando a magia perdida em tempos recentes que muitos roteiristas lutam para resgatar.

Impressas em preto e branco, as histórias perdem um pouco do efeito original, ainda mais pela quantidade de uniformes coloridos dos legionários, mas o custo-benefício da edição é alto se considerado o número de páginas. Um prato cheio para quem busca conhecer uma das fases mais inocentes e criativas da trajetória desses justiceiros fantasiados que há décadas encantam gerações.

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