Snoopy – A felicidade é um cobertor quentinho!

Por Renato Félix
Data: 22 agosto, 2014

Snoopy – A felicidade é um cobertor quentinho!Editora: Nemo – Edição especial

Autores: Stephan Pastis e Craig Schulz (roteiro), Bob Scott e Vicki Scott (desenhos) e Brian Miller (cores) – Originalmente em Peanuts – Happiness Is a Warm Blanket, Charlie Brown!

Preço: R$ 28,00

Número de páginas: 88

Data de lançamento: Abril de 2013

Sinopse

Linus é pressionado por Lucy para abandonar seu cobertor de segurança, do qual ele tem uma crônica dependência, e entra em desespero quando ela o esconde.

Positivo/Negativo

Até morrer, em 2000, apenas o criador Charles M. Schulz escreveu e desenhou quadrinhos de Charlie Brown e sua turma. Dez anos depois, a editora norte-americana KaBOOM! deu início a um projeto ousado: a publicação de material novo para os personagens, em edições totalmente coloridas.

O primeiro passo foi esta graphic novel, casada com o especial animado homônimo lançado em 2011 – cinco anos após a até então última aparição inédita de Charlie Brown e sua turma na TV.

Por isso, para analisar a HQ, é preciso também abordar a animação.

O especial de 46 minutos (o dobro do usual para as aventuras dos personagens) foi uma homenagem às primeiras adaptações de Peanuts para a TV, nos anos 1960. Inclusive no estilo dos desenhos e no uso de personagens que só existiam naqueles primeiros anos na telinha (com exceção do passarinho Woodstock).

Nas animações, muitas tiras de Schulz foram costuradas junto com situações novas e, em Happiness Is a Warm Blanket, Charlie Brown, isso foi reforçado. Assim, muito do trabalho do autor original continua nesta versão em quadrinhos, embora o roteiro seja creditado a Stephan Pastis (da tira Pearls Before Swine) e Craig Schulz (filho de Charles).

O caráter de homenagem explícita levou a trama a reunir diversos detalhes icônicos da série: não só o cobertor de Linus, mas Schroeder e seu piano, as tentativas frustradas de Lucy para conquistar o pequeno músico, a barraquinha de atendimento psiquiátrico, o beisebol.

O rigor na programação visual das tiras é substituído por uma narrativa criativa, que explora bem a expressividade dos personagens, as cores e tenta evocar o movimento do desenho animado. Às vezes, beira o exagero, mas felizmente nunca compromete o conjunto.

O caso é que A felicidade é um cobertor quentinho ainda navega em águas tranquilas por usar muito o material original de Schulz. O desafio da KaBOOM! viria a ser, depois, bem maior: produzir uma revista com novas histórias dos personagens – e convencer.

Classificação

4,0

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